Nakka – Reloaded

Tudo bem pessoal?

Nas últimas semanas voltei a visitar o restaurante Nakka, no qual já devo ter ido um total de 5 vezes até o momento, para aqueles que não conhecem o Nakka é um restaurante que podemos classificar como contemporâneo tendo como principais competidores no mercado restaurantes como Nagayama, Geiko-San e Kinoshita.

A história do Nakka embora muito recente possui alguns capítulos que vale a pena destacar, na minha primeira visita ao Nakka o chef do resturante era o Regis Hideki Shiguematsu, pouco menos de 1 ano depois quem assumiu como chef foi o Hermes Takeda, no início era visível que ocorreu um certo momento de instabilidade na preparação dos pratos o que fez com que eu ficasse bastante tempo sem voltar. Quando voltei a cerca de duas semanas atrás encontrei um restaurante de certo modo diferente.

A primeira coisa que me chamou atenção é que mesmo num momento onde atualmente muitos dos grandes restaurantes japoneses de São Paulo encontram dificuldades em encontrar determinados ingredientes como Anago (enguia de água salgada), nas duas vezes que fui ao Nakka nas últimas semanas, em ambas havia disponível no cardápio. Outro ponto que me chamou atenção também foi como o restaurante parece sempre muito cheio, as quintas e sextas-feiras entre as 19:30 e 20:30, é possível encontrar uma fila de espera para entrar, em alusão ao que acontece com um outro restaurante muito perto dali o Nagayama, só é importante lembrar que o Nakka é bem maior que o Nagayama.

Quanto aos pratos, eu costumo pedir sempre 2 bateras, 1 de spicy tuna e o outro de salmão, 1 nakka sushi especial (8 unidades de sushi premium), e duplas variadas, ora kobe beef, ika, salmão chamuscado ou anago, minha conta com 2 bateras, 1 nakka sushi especial, mais três duplas costuma custar cerca de R$ 220,00.

O ponto alto do Nakka na minha opinião é a consistência dos ingredientes, conforme já fora mencionado por diversas vezes pelo dono do restaurante Roberto Nakamori, o Nakka prima pelo melhor do que há disponível em ingredientes hoje em dia, além disso, tanto o chef Hermes quanto Mauricio Nakatubo tem um carinho surreal para decorar e temperar cada peça de sushi a união desses fatores resulta em pratos que parecem mais obras de arte tanto no âmbito estético quanto no sabor marcante.

Porém, nem tudo são flores, vale lembrar caros leitores que o Nakka é um restaurante contemporâneo, isso significa que o menu e a prioridade na compra dos ingredientes é feita utilizando-se esse direcionamento. Você deve estar se perguntando o que significa na prática? Bom, você pode estar certo de encontrar sempre o melhor salmão, vieira, buri, tai, aji e anago disponíveis, porque esses são pratos consumidos pela clientela, mas não espere encontrar um chu-toro ou o-toro. Além disso é importante lembrar que se a sua intenção é comer 10 fatias de sashimi de salmão ou atum, ou mesmo comer carpaccio de salmão trufado, existem milhares de opções mais baratas que irão te entregar o mesmo nível de ingrediente que o Nakka por um preço mais em conta.

Concluindo, o Nakka é hoje, sem dúvida, um dos melhores restaurantes japoneses de São Paulo, dentro de sua categoria contemporânea, com certeza um dos líderes de mercado.

Will

Visitando o Japão epi 3: Sushi Kan

Eai pessoal, hoje dando continuidade a série Visitando o Japão, vamos falar sobre a minha visita ao Sushi Kan, mas antes vamos contextualizar um pouco porque esse restaurante tem bastante história.

Se você alguma vez já foi ao Kan de São Paulo ou ao Shin Zushi, você de alguma forma experimentou um gostinho do Sushi Kan, digo isso porque o Egashira Keisuke (Chefe do Sushi Kan de São Paulo) era o gerente dessa unidade do Sushi Kan e o Chefe do Shin Zushi, o Ken Mizumoto também trabalhou 10 anos antes de voltar ao Brasil em 2011. Eu tirei uma foto dentro do restaurante e vocês irão reparar que ele se assemelha bastante ao Shin Zushi.

Essa minha visita foi na unidade próximo a Estação Toritsu-Daigaku, nessa unidade é onde fica atualmente o dono do Sushi Kan, o Sawamoto-San, ele vem todos os dias de Kawasaki até essa unidade, é importante lembrar que a primeira unidade fica em Kawasaki, ali hoje trabalham o braço direito do Sawamoto-San e a esposa dele. Na época em que eu visitei o Sushi Kan, tinha um brasileiro trabalhando lá o Wallace Morita, que me ajudou muito para conversar com o Sawamoto-San.
Eu pedi um seto que consistia em 9 sushis + 1 enrolado e depois fui pedindo algumas unidades a parte. Alguns sushis que comi lá e me lembro bem e que vocês poderão ver nas fotos abaixo: O-Toro, Chu-Toro, Tai, Sumi-Ika, Ama-Ebi, Ikura + Uni de Hokkaido, Beringeja em conserva japonesa, Anago, tekkamaki + kappamaki, Kohada, Aji, Mirugai, Aori-Ika, Tako, Tairagai, Anakyumaki, Kanpyomaki.
Tudo estava ótimo e clima do restaurante no meio do subúrbio no distrito de Meguro tornava toda experiência mais relaxante e tranquila. Destaques para a receita famosa de Tako extremamente macio, Anago, Atum bluefin e Kanpyomaki que é dificil de encontrar hoje em dia devido a dificuldade de se fazer.
No total minha conta ficou em cerca de 8500 ?, bem mais barato que um sushi de Ginza como o Mizutani e Harutaka que custam cerca de 30,000 ?.
Abraços
Will
Sushi Kan
153-0031
2-4-14 (Próximo a estação Toritsu Daigaku)

Visitando o Japão epi 2: Harutaka

Oi gente!
Dando prosseguimento a viagem gastronômica do Will pelo Japão, hoje veremos a review do Harutaka, atual número #3 do Japão e número #2 de Tokyo segundo ranking do site japonês tabelog!
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Para aqueles que tem curiosidade em saber esse restaurante também possui duas estrelas do guia Michelin, lembrando que o guia Michelin não é utilizado pelos japoneses, e no seu lugar utiliza-se o ranking do tabelog que mencionamos acima.
O Harutaka Takahashi é considerado o melhor discipulo do Jiro Ono, o dono do Sukibayashi Jiro que teve o famosíssimo documentário Jiro Dreams of Sushi gravado em 2011 sobre seu restaurante. Note que o próprio Jiro costuma jantar no Harutaka, pois ele fica aberto até mais tarde no bairro de Ginza.
O local é pequeno, praticamente do mesmo tamanho do Sushi Kan aqui de São Paulo. No balcão você encontra duas pessoas, o próprio dono do local Harutaka Takahashi que cuida do corte dos sushis e um outro rapaz que cuida dos sashimis.
Logo na chegada te perguntam o que você deseja beber, existem opções de champagne, vinho e nihonshu (vulgarmente chamado de sakê). Eu escolhi uma garrafinha de nihonshu seco enquanto aguardava começar a série.
No menu só existem 2 opções, omakase de sushi ou omakase de sushi + sashimi, eu optei pelo segundo.
A série começa com um aperitivo, edamames fora da folha e temperados. Logo depois já são servidos os primeiros sashimis e depois os sushis. Sendo a ordem deles foi a seguinte:
Sashimis:
Hamaguri, Tako, Kamasu(Barracuda), Hirame(Linguado) + Awabi(Abalone) + Marisco grelhado, Kinmedai,
 3 Tipos de Uni: Ilha Iki, Karatsu e Ilha Awaji, Katsuo(Bonito).
Sushis:
Karei, Kisu, Akami, Chu-Toro, O-Toro, Kohada, Madaka Abalone, Aji, Kurumaebi, Kobashira, Kasugo, Akagai, Tamago e um que não me lembro!
De modo geral, todos os peixes tem um gosto diferente dos que são servidos aqui no Brasil, devido ao frescor dos pescados e da alta qualidade dos produtos disponíveis no mercado de peixes de Tsukiji. Os mais atentos devem ter percebido que a grande maioria dos pescados nem existe no Brasil.
Alguns destaques! O mais comum no Japão é encontrar o Uni de Hokkaido, considerado por muitos o melhor disponível no país. Nessa ocasião tive a oportunidade de experimentar três Uni diferentes servido com sal (Pescados na Ilha Iki, Karatsu e Ilha Awaji). Sem dúvida foi uma experiência incrível, cada Uni possui uma textura e sabor diferentes, coisa de outro mundo! Outro destaque é o tamago que exige, conforme é possível ver no documentário Jiro Dreams of Sushi, quase 5 anos de prática para aprender a executá-lo com perfeição. Todas as porcelanas, incluindo os recipientes de Shoyu são feitos sob encomenda e personalizados.
No final minha conta deu 32,000 ienes, contabilizando um omakase de sushi+sashimi, uma garrafinha de nihonshu + impostos. Ou seja, uma bica, mas afinal, quando voltarei lá?
Sushi Harutaka
3F, Ginza Kawabata Bldg, 8-5-8 Ginza, Chuo-ku, Tokyo
Tel: 03-3573-1144
Preço: ~30,000 iens
Abraços e até a próxima!
Will

Ajissai, a casa do Tonkatsu!

São Paulo é cheia de surpresas e cada vez mais me convenço de que nossa oferta gastronômica é das melhores, se não a melhor, do mundo. A surpresa da vez foi o Ajissai, uma casa, pasmem, especializada em tonkatsu, que consiste no filé de porco empanado e frito!

O Ajissai, fica localizado na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 372, tel (11) 5549-0627 e fica ali no bairro da Vila Mariana, mas bem próximo do metrô Ana Rosa, aliás eu fui de metrô pra lá mesmo.

O restaurante fica logo depois de um restaurante oriental, curioso, mas passe direto e entre no Ajissai que tem uma portinha de madeira bem discreta e fechada, mas com a plaquinha dizendo que está aberto.

Assim que você entra, a primeira coisa que se nota é o cheiro de fritura, não tem como, é uma casa que só faz isso, é como uma pastelaria, então por favor, sem precoceitos, a casa é o que ela é.

O ambiente é bem legal, conta com um balcão de madeira bem grande e algumas mesinhas, além de um primeiro andar que não cheguei a ir.

Vamos começar a falar da comida? O cardápio é muito peculiar, é repleto de imagens dos pratos, então é uma experiência única ver de cabo a rabo tonkatsus e outras frituras. Nesse momento eu nem sentia mais o cheiro de fritura.

Como eu estou numa missão que em breve virará série (o rolê do karê), pedi o tonkatsu karê que saiu por uns 40 e poucos reais. Pedi também uma coca-cola com um copo cheio de gelo pois tava quente e comendo fritura com karê, eu queria sair bem de lá, rs.

Enquanto meu prato não chegava, observei mais o ambiente, todos funcionários japoneses e todos clientes japoneses, com exceção a mim, gaijin, rs. Ou seja, o lugar é bem tradicional, é mais um desses lugares clássicos, para você consumir não só a comida mas também a cultura. No alto do balcão uma TV sintonizado num canal japonês também.

Meu prato não demorou muito e chegou, vejam abaixo:

Assim que ele chegou eu pensei, cadê o arroz??? Pois bem, ele estava embaixo do karê, em boa quantidade =)

Me deram uma colher para comer o prato, mas é impossível, como comer essas fatias de porco com uma colher? Então ela me ofereceu o hashi também, o que facilitou bastante, porém para ser sincero, eu acho que o ideal é o bom garfo com faca! Mas eu me virei bem com o hashi e a colher.

Parti para o ataque! Antes de mais nada vale dizer que esse é o karê menos restauranteur ou gourmet que já tinha visto, gostei muito, tava com cara de comida caseira mesmo, um bom peéfão, como deveria ser. Arroz, karê por cima e o tonkatsu fatiado no canto.

O prato veio numa quantidade ótima para eu acabar sem ficar cheio nem com fome, na medida, como deve ser. Esse foi o karê com mais pedacinhos de carne desfiada e cebola de todos que comi, o que complementa o caráter rústico dele.

Agora uns pontos que me decepcionaram um pouco, o pedaço de tonkatsu era um pouco pequeno, tive de economizar para ele não acabar antes do arroz e do karê. Aproveitando…o karê estava leve demais, eu esperava um pouco mais apimentado pois já me falaram que em geral casas tradicionais japonesas fazem karê bem picante. Mas aí me toquei de um ponto…

Eu não pedi o carro chefe da casa. Ah sim, eu pedi o tonkatsu, mas pedi um basicão com karê. Todos os pratos do cardápio onde o tonkatsu é a estrela principal ele vem com 2 filés, então o vacilo foi parcialmente meu mesmo. Depois pesquisei mais e vi que uma das grandes estrelas da casa é o Tonkatsu no molho com missô, deve ser delicioso! Outro prato que sai bastante e recomendaram é o croquete, que eu vi numas duas mesas sendo servido.

Resumo da ópera, terei de voltar! Provavelmente vou apostar em algum tonkatsu e num croquete, pois o karê foi ok apenas…

E você já foi no Ajissai? Me conta como foi!

Abraços

Gourmet San

Djapa Moema – rodízio de comida japonesa se reinventando

Eae gente tudo bom?

Recentemente tive o enorme prazer de dar uma palestra no Japan & Asian Food Show, no Expo Center Norte. Comentei que apenas os melhores rodízios de comida japonesa sobreviveram nos últimos anos que não há mais espaço para os rodízios que oferecem o mediano do mesmo de sempre.

Assim sendo, se você não é um desses poucos restaurantes, você precisa ser criativo. O Djapa (leia “Jhapa”) fez justamente isso, o restaurante já famoso em Mogi das Cruzes e Arujá abriu as portas em São Paulo faz 1 ano e tive finalmente a oportunidade de conferir!

Ele fica localizado no bairro de Moema, na R. Gaivota, 168 – Indianópolis, São Paulo, Telefone:(11) 2691-2003 (www.djapa.com.br/moema/). O espaço é enorme, cabe muita gente no salão e o pé direito é altíssimo, 4m pelo menos, o que faz com que as mesas não participem da conversa uma das outras.

O sistema o Djapa é o grande diferencial (rodízio sai 79,90 o premium e 52,90 o executivo), ele serve no mesmo sistema das churrascarias, com os garçons andando no salão com bandejas servindo diretamente os clientes nas mesas. É uma idéia bem inovadora (apesar de eu já ter comida em outros restaurantes assim, porém de menor porte) e faz muito sentido para o restaurante, pois o sushibar não é massacrado por pedidos diferentes de cada mesa.

Mas antes de falarmos da comida, preciso falar de alguém, do Shundi Kobayashi! O que esse conhecido sushi chefe tem a ver com o Djapa? Pois bem, olha só essa história, os donos do Djapa chamaram o Shundi para prestar uma consultoria ao restaurante para dar um upgrade nos pratos, até aí tudo bem, o mais inesperado, é que eles conseguiram “efetivar” o chefe na unidade de Mogi das Cruzes, que para surpresa de todos, era a “cidade natal” do Shundi ao chegar do Japão quando criança. Então, para quem estiver na área de Mogi das Cruzes, dá um pulo lá no Djapa!

Agora, vamos a o que interessa, tudo que eu comi lá no Djapa:

Não pensem que esse é todo repertório do Djapa, não é, nem de perto, eles fazem muitos outros sushi e principalmente entradas. Aliás, nesse ponto vale a pena dizer que o Djapa não tem o intuito de ser um restaurante tradicional, então ele não se prende a tendências, ele é bem flexível, então é perfeito para “iniciar” um amigo ou levar pessoas que não tem muita segurança sobre restaurantes japoneses, o Djapa sem dúvida terá algo que eles gostem.

Todos pratos estavam bons, é um rodízio que se enquadra bem no cenário de rodízios de comida japonesa de São Paulo, acaba sendo uma nova boa opção para o paulistano que curte rodízio. Para falar de alguns destaques, sem dúvida a variedade de entradas e de sushis, são muitas mesmo, além das outras. Os pratos são bem feitos e contém ingredientes legais e do momento, por exemplo, serviram um sushi de salmão chamuscado com azeite trufado.

O ambiente também é muito bacana, achei ótimo para qualquer ocasião, mas sobretudo para grupos. E o serviço achei excelente, o maitre é daqueles espetaculares, nota 10!

Tem um outro ponto que é altíssimo, as sobremesas! Eles possuem 4 ou 5 opções bem diferentes, e eu fui de mousse de chocolate! Estava delicioso! Muito bom mesmo, textura ótima e geladinho, maneira perfeita de terminar a refeição.

Agora uma dicaa para o Djapa é trabalhar em todos os pratos, TODOS. Se começaram a caprichar em 1, 2 sushis, façam isso em todos, faz toda diferença. Por exemplo, a ostra foi servida em natura, estava boa, mas seria excelente se tivesse um molhinho ou tempero diferente.

Djapa é uma nova opção muito interessante em São Paulo e parece que o público está curtindo, fui numa quarta a noite e estava com o salão cheio!

E você, já foi? Curtiu? Me conte sua experiência!

Abraços

Gourmet San

It Sushi: um rodízio inteligente num cenário desfavorável

Oi gente, tudo bom?

Se tem uma coisa difícil no momento atual gatronômico da cidade de São Paulo é o surgimento de novos rodízios de comida japonesa. Eles já tiverem o seu tempo, seu auge, onde o público estava descobrindo quais valiam a pena ou não.

Durante esse processo alguns rodízios despontaram e se mantém até hoje (Mori Ohta, Aoyama e o Mori Sushi, só pra citar alguns…). E por outro lado muitos fecharam, sua grande maioria. Indo um pouco além, posso dizer a vocês que alguns anos atrás eu cansei de ir rodízios novos e que depois de 6 meses estavam fechados.

Mas isso era esperado, o rodízio não é um sistema simples para um restaurante, é preciso que muitos fatores funcionem bem ao mesmo tempo. Desta forma, os restaurantes de rodízio perderam seu espaço aos poucos para restaurantes a la carte contemporâneos e moderninhos, focando em preços altos acompanhados de qualidade (na maioria das vezes).

Depois dessa introdução, deveras necessária (rs), podemos dar início a review do restaurante de hoje, o It Sushi, localizado na Rua Pedroso Alvarenga, 1026 – Itaim Bibi, São Paulo (11) 3213-0717 (www.itsushi.com). O It Sushi é um restaurante, pelo o que ouvi, do mesmo dono do Kibô Sushi (más lembranças), erroneamente avaliado pela Veja como um dos melhores rodízios de São Paulo.

Pois bem, mas vamos falar do It Sushi. Ele possui um rodízio no almoço por 72,00 reais e foi esse que fui provar!

O sistema do rodízio é diferente e já assumo desde já, MUITO INTELIGENTE! Vou explicar…eles oferecem um rodízio no sistema menu degustação, ou seja, os pratos tem uma sequência pré-definida que será seguida e todos os pratos serão servidos caso você não tenha nenhuma objeção ou restrição. Falando em sequência, vejam o menu deles:

Para quem não entendeu ainda, vou explicar. Num rodízio normal o restaurante precisa ter o rodízio completo para todos que entram no restaurante, e com quantidades enormes sobressalentes, afinal alguns comem 1 guioza e outros 5, alguns comem uma tábua de shimeji, outros 3 e por assim vai. Além disso, um problema que atinge muitos rodízios são os combinados de sushi, sempre servindo (leia-se “empurrando”) peças e enrolados que ninguém quer e sendo impactado negativamente por clientes (como eu) que pedem coisas diferentes, que os sushiman muitas vezes não querem ou não sabem servir.

Bom, de todos esses males o It Sushi não sofre. O sistema de rodízio com ordem pré-definida faz com que você coma toda sequência de pratos para depois pedir as repetições, o que é ótimo para o restaurante, pois no final da sequência você já está bem satisfeito. Outro ponto é que a cozinha e o sushibar já se preparam para servir os pratos seguintes.

Vamos falar da comida? Afinal de nada adianta um sistema inteligente e inovador sem comida boa!

Comecei pedindo um temaki de atum, Para minha surpresa o garçom disse que não estava incluso no rodízio mas que para mim faria uma exceção. O discurso dele foi tão redondinho que acho que basta você pedir que eles servem!

O temaki estava bonzinho apenas, a alga média e o atum também. Foi uma boa maneira de começar a refeição.

A seguir me serviram as entradinhas quentes, o guioza, lula empanada e o harumaki de kani:

Guioza bem leve, na medida, lula um pouco borrachuda, bem empanada mas difícil de comer devido ao espetinho, seria melhor se a lula estivesse concentrada numa parte para podermos comer numa vez só. E por final o pior disparado o harumaki, sem gosto de nada , muito pequeno e sem molho ou tempero, nota 2.

A seguir um clássico de todos os rodízios, o mix de cogumelos shimeji e shitake:

Estavam bem temperados mas achei que veio muito pouco e estava picados de maneira muito pequena, vejam que mal dá pra distinguir o que é shimeji de shitake e olha que eles são bem diferentes. Mas se a porção fosse maior já resolveria.

Mas esse início meia boca do It Sushi parou por aí, pois eles serviram um camarão empanado num molho levemente apimentado chamado rock spicy shrimp. Nota 10, comeria pelo menos umas 3 dessa cumbuquinha. Aliás, ótima, repito, ótima alternativa para o já clássico camarão empanado que muitos restaurantes servem.

Depois das entradas quentes começaram as frias.

O 1o prato foi o ceviche. Depois de uns anos eu comecei a desconfiar muito de ceviches em restaurantes japoneses, sobretudo após compará-los com os de restaurantes peruanos especializados em ceviche que conheci.

Mas dou o braço a torcer o do It Sushi foi feito na hora, ou pelo menos alguns minutos antes, o peixe não estava super cozido, estava no ponto afinal, nada pior do que peixe super cozido num molho de limão agressivo demais.

Logo após o ceviche serviram o que o restaurante chamou de tartare de salmão:

Apesar do prato ser gostosinho, isso não é um tartare, basta fazer uma busca rápida no tio Google. Mas vamos falar do sabor, o molho era um pouco simples demais, ou unidimensional como costumam dizer. Acho que o restaurante poderia trabalhar algumas outras combinações como gengibre, maçã etc, que já provaram funcionar muito bem para molhos adocicados.

E para finalizar as entradas frias, dois carpaccios, um de salmão com flor de sal e outro de peixe branco com sriracha e azeite trufado:

Ambos estavam honesto, confesso, e o engraçado é que o It Sushi pecou um pouco justamente no que os outros restaurantes exageram, no tempero. Tem restaurante deixam os pratos enjoativos de tanto azeite aromatizado de trufa que fica até ruim. Não foi o caso do It Sushi, o carpaccio de salmão ficou um pouco seco, faltando um pouco mais de tempero só.

Agora, finalmente, vamos para os sushis enrolados.

Eles servem uma sequência de enrolados bem bacana e variada:

Todos enrolados ótimos, bem gostosos, cada um tinha algo especial, menos o djo de salmão que era normal. Os meus preferidos foram o batera, o uramaki de spicy tuna e o hot roll. Eles acertaram bem nessa sequência, muito boa mesmo! Apenas a gosto pessoal, acho que o com creamcheese por cima ficou carregado demais, poderiam pegar mais leve.

E por final, o nigiris:

Todos sushis com um toque especial, TODOS. Escolhas muito bem feitas pelo It Sushi, estão de parabéns! Polvo trufado, salmão maçaricado chamuscado, atum maçaricado com paste de umeboshi, salmão com raspas de limão sisciliano e shiromi com yuzu (limão japonês).

Esse foi o único prato que eu repeti, tive de experimentar os sushi novamente, aprovados!

Agora minhas considerações gerais sobre o It Sushi. Ambiente um pouco pequeno e apertado demais, para um almoço é bacana, mas imagino um jantar onde você queira mais privacidade deve ser um pouco chato, eu ouvi sem querer toda conversa sobre investimentos da mesa ao lado. Acho que um remanejamento de mesas cairia bem.

Sobre o modelo do rodízio, já disse, excelente, inovador e muito inteligente, eu terminei a sequência de pratos sem fome nenhuma. Agora, sobre os pratos, ajustes precisam ser feitos, sem dúvida nenhuma, já comentei sobre eles acima. Mas tem mais um ponto específico, os nigiris são quase uma cópia do Nakka, é como se fosse uma versão econômica. Claro, nada contra, nada se cria, tudo se copia, mas era um registro que eu precisava fazer.

Por final, o serviço foi rápido e eficiente, inclusive com um gerente (oriental) indo de um lado pro outro tomando conta de tudo. O único ponto que acho que eles precisam ficar de olho nos funcionários que estão em excesso ali (inclusive esbarrando em si mesmos) e no treinamento, um deles cada vez que me entregava um prato me chamava de “campeão”, nossa nada a ver!

E vocês, já foram no It Sushi? Acho que é uma boa opção para rodízio no horário do almoço, bom preço e bons pratos, ou seja, bom custo benefício.

Abraços e até a próxima

Gourmet San

Restaurante Kai em HD

Oi gente, tudo bem?

Aqui no Gourmet San temos as vezes alguns convidados especiais para escreverem suas experiências! O último foi um colega meu, o Wil. Desta vez temos um novo convidado, o Daniel, super especialista em produção de vídeo e com quem estou fazendo uma parceria para em breve lançar um canal no Youtube!

O Daniel ama comida japonesa e nos deixou a sua experiência no Restaurante Kai e, além disso, fotos em HD, isso mesmo high definition!

Não quero segurar mais vocês, acompanhem abaixo a experiência do Daniel e suas excelentes fotos:

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A cinco minutos de casa fica o Kai Sushi, fui num domingo com hora marcada pra sentar em frente ao sushiman chefe Paulo Uehara. Tinha visto o review do Gourmet San do rodizio do Kai e fiquei admirado e com água na boca por causa dos niguiris diferentes que foram servidos e também do ceviche, coisas que nunca tinha visto em sistema de rodizio servido pelo garçom e nem em buffets caros de São Paulo.

O lugar é LINDO, muito bem montado, acabado e a decoração fantástica e muito ligado a cultura de artes marciais, pois o dono Fábio é super envolvido com Karatê.  E fui muitíssimo bem recebido pelo Eugênio, realmente uma figura, atento e dedicado.

Avisei que tinha marcado o balcão do Paulo e ele me avisou que o Paulo estava de folga. Fiquei um pouco decepcionado somente pelo fato de não terem me avisado quando fiz a reserva. Mas o Sushiman que me atendeu é simpático, nos cumprimentamos, agradeci mas não conversamos, ele foi super educado e solicito e me pareceu bastante focado e com uma ótima técnica.

Pedi o Rodizio completo (R$78). Veio sunomono, guioza perfeito, tempura delicioso, porém a massa não tão crocante, essa estava mais para macia. Ebitem, cebola e um outro legume empanados bem crocantes e deliciosos. Lula empanada crocante e ótima. Jyo de salmão na chama acesa, e ao invés de salmão batido em cima, era shimeji com um molho que não identifiquei, o sabor era como uma maionese apimentada de cor laranja, sei que era muito boa. Shimeji na manteiga bem gostoso mas sem novidades. Uramaki skin com couve frita que nunca comi melhor na vida, perfeito. Uramaki de camarão com cream cheese e uma fatia de salmão por cima, hot roll salmão e cream cheese, todos com tarê. Temaki de camarão empanado com o molho apimentado que não sei o nome. Espetinho de frango com tarê e alho poró maravilhosos. Ceviche, estava gostoso, veio com manga e isso ajudou a quebrar a acidez, mas eu estava esperando pelo ceviche que te serviram com chips e purê de batata, bem mais interessante.

Realmente um mar de opções na entrada, todas muito bem feitas e deliciosas, mas sem surpresas pra rodizio de R$78 reais.

Chegamos no combinado servido, bonito e com alguns sushis interessantes e deliciosos como o dyo de pepino com salmão batido e camarão em cima que foi o ponto alto do rodizio, maravilhoso. O enrolado de salmão batidinho e flocos de peixe ótimo, uramaki de salmão com ovas estava gostoso, o california com ovas estava super macio, e os niguiris com fatias fartas que cobriam todo o arroz estavam realmente excelentes pecando apenas por não terem wasabi, acho que por ser rodizio, mas podiam ter perguntado, afinal eu estava na balcão), ponto alto eram o de peixe branco com kombu e o de polvo que apesar da fatia pequena, desmanchava na boca, realmente muito bom! As fatias de sashimi super fartas e gostosas, os peixes estavam bons.

Então vamos ao que me decepcionou um pouco, não pedi nada especial, só esperei chegar, talvez tenha sido a minha falta de inciativa de pedir algo diferente, mas não senti que tinha este espaço aberto com o sushiman, as coisas vinham rápido e a final eu tinha pedido pra sentar na frente dele, esperava a iniciativa de oferecer por parte dele. Não veio salmão gravlax, não veio uramaki de camarão empanado com molho spicy e em volto por ovas, não veio e nem foi oferecido vários dos niguiris que o Gourmet San mencionou: camarão, gunkan de shitake em conserva com camarão, lula, guesso e skin. Isso eu fiquei bem triste, de verdade, na hora eu não lembrei de perguntar se estavam servindo. Mas perguntei sobre ovas e o Eugênio me disse que eram só estas que foram servidas, uni e até vieira eles serviam antes mas disse que por falta no mercado eles estavam sem. Ta ok, poucos rodízios servem uni e vieira e ostras por exemplo, talvez nenhum sirva tudo isso junto, só senti que faltou um pouco do diferencial, foi um rodizio com variedade comum mas com qualidade muito boa, ou seja, um pouco caro pelas variedadas, e só por isso.

Resumo: Neste dia que fui, classifico como rodizio muito bom, com custo durante a semana excelente e qualidade dos pratos muito boa, apresentação precisa melhorar um pouco, e hoje, não fez diferença nenhuma ter sentado no balcão ao invés da mesa, infelizmente. Quero pensar que foi a minha inexperiência de como perguntar o que o sushiman poderia me oferecer que fizeram eu não experimentar estas delicias, mas fica pra próxima, pois com certeza vale a pena, mas talvez da próxima eu vá de dia de semana (R$58), desta vez a conta ficou em R$90 com uma água e por este valor eu esperava ter comido os niguiris diferentes. Quero agradecer o Sushiman e seus assistentes assim como o Eugênio e todos os outros garçons, todos muito educados e treinados.

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Eae gente, gostaram da review do Daniel?

Gostei muito e foi super detalhada, ele comeu pratos muito bons e as fotos ficaram excelentes.

Sobre o que mencionou no final do texto, a parte de não ter recebido alguns pratos, existem alguns pontos importantes. O primeiro é que a iniciativa realmente tem de vir do cliente, de quem senta no balcão, o sushiman em geral só toma as rédeas quando já conhece o cliente. O segundo é que os restaurantes não tem alguns pratos todos os dias, sobretudo os que precisam de um preparo maior, como o gravlax.

Por final, fiquei louco para voltar ao Kai!

Abraços e até a próxima

Gourmet San

Benihana – jantar para a família!

Tem alguns lugares que nós visitamos uma vez só, o Benihana eu achava que seria um deles.

Fui lá um tempo atrás, e escrevi tudo nessa review que você lê aqui. O Benihana fica localizada na Rua Amauri, 517, tel (11) 3078-2549 (www.benihanabrasil.com.br). Resumindo um pouco, eu tinha achado caro, comida média e o show bem mais ou menos. Mas como minha experiência tinha sido durante um almoço, resolvi voltar e dar mais um chance.

Desta vez fui a noite e descobri logo de cara algo interessante, eles não abrem mais no almoço! Achei um ajuste inteligente, afinal pelo menos pra mim, a proposta não combina com um almoço de semana corrido.

Bom, cheguei umas 20h, o restaurante já estava com bastante gente, mas sem fila de espera, pegamos uma das chapas que estava vazia. Por falar em chapa, elas são lindas, vale a pena ressaltar que brilham mesmo e que os teppanyakiman (melhor do que chapa man) cuidam muito bem delas.

Meu pedido dessa vez foi para provar um pouco de tudo, vocês verão no decorrer do post.

Pra beber pedimos uma sangria! Ela veio bem saborosa e leve, eu particularmente prefiro um pouco mais forte, mas eu recomendo pedir.

Bom, vamos lá, falar da comida! Pra começar, eles serviram uma saladinha, muito bem temperada e uma sopa de cebola que é famosa do Benihana:

A sopa de cebola com cogumelos realmente é muito boa e pro inverno ela caiu muitíssimo bem. Pelo o que pesquisei, ela leva 6h pra ficar pronta! Ah no final você encontra uns filetes de cebola empanada que fecham bem.

Logo depois chega o teppanyakiman, dessa vez um beeem mais simpático do que na minha 1a experiência, como eu disse, não acho que o primeiro estava tão empolgado em fazer showzinho num almoço durante a semana num restaurante vazio. Já esse foi o oposto!

Ele começa se apresentando e já fazendo malabarismos e colocando a chapa pra pegar fogo, literalmente! É um show que vale a pena, surpreende!!

Depois, ele começa a preparar o arroz, que é como se fosse um arroz primavera. Ele tempera o arroz, faz o ovo, o frango, tempera com gergelim e obviamente vai fazendo umas gracinhas e show no meio:

Em um momento ele chama um dos clientes para quebrar um ovo de uma maneira toda especial, veja abaixo um vídeo que achei no Youtube:

A seguir ele serve para cada o arroz temperado com shoyu:

Confesso que ele estava melhor do que o que tinha comido antes. Muito mais saboroso e fácil de comer com ohashi.

Logo depois de dar uma limpada na chapa o teppanyaki man começa a preparar as carnes e vegetais (que eu dispensaria, rs):

Como eu disse, pedimos um pouco de cada, então comemos frango, carne (filet mignon), lagosta, camarões e até um pouco de vieiras!

Para acompanhar os pratos eles deixam conosco 2 molhos, um a base de mostarda e um outro que não me lembro muito bem. Ambos molhos bons, mas nada demais.

Novamente, igual a minha primeira experiência, dá um pouco nos nervos ver eles picarem o filet mignon! Se fosse pra fazer um x-filet-mignon no pão francês ok, continuo achando que eles poderiam servir em fatias, a apresentação ficaria melhor também.

Sobre os frutos do mar, as vieiras estavam boas, assim como os camarões. Sobre a lagosta, não tem jeito, ela vai bem com molho amanteigado e faltou isso.

Para finalizar, ele nos serviu um yakiudon spicy com frutos do mar! Isso mesmo, um macarrão japonês udon (fios mais grossos) temperado com shoyu e misturado com camarão e vieiras:

Estava muito gostoso saboroso, achei melhor até do que a carne sozinha que veio como prato principal. Nota importante sobre esse macarrão, ele é apimentado, muito! Nós pedimos que ele pegasse leve e ficou bom, mas mesmo assim picante, segundo o teppanyaki man ele usou 1/3 da pimenta só =O !!

Para finalizar, ele fez o famoso vulcão de cebola! Não tive tempo de gravar então busquei outro vídeo no Youtube para vocês entenderem do que estou falando:

Bacana não é mesmo?

Agora como tenho feito, algumas considerações sobre o Beninhana após essa minha 2a visita.

O Beninhana é um restaurante-show, ou seja, você vai lá pra ver um mini espetáculo além de comer, é pra se divertir mesmo. Então você tem de estar disposto, não tem como fugir e ser um ranzinza, haha.

Sobre a comida, também não adianta achar que vai ter a melhor refeição da vida, não vai, a qualidade é ok, não espetacular. Isso acontece em todos pratos, seja carne ou frutos do mar. Aproveitando, vamos falar do preço, é um pouco salgado, se prepare para gastar ali pelo menos uns 100 reais por pessoa.

Minha recomendação final é: vá com a família ou grupo de amigos! A galera faz bagunça, a criançada ama e todo mundo se diverte!

Abraços

Gourmet San

Izakaya Quito-Quito, tire suas conclusões

Eae pessoal, tudo bem?

Hoje escrevo pra vocês mais uma review de um dos formatos de restaurantes japoneses que mais cresce em São Paulo, os izakayas. Não ache que eles são todos iguais, aliás, de todos que já fui, nenhum segue muito o mesmo padrão, podemos dizer que eles provavelmente levam a cara do dono.

O Izakaya Quito-Quito fica na Vila Madalena, na Rua Wisard, 193 (http://quitoquito.com.br), bem perto de todos barzinhos já conhecidos do bairro. Visto de fora ele é bem diferente do que esperamos de um izakaya (uma portinha pequena e com pequenas janelas?), ele é todo envidraçado e da pra ver todo restaurante de fora. Na porta tem o cardápio do dia numa lousinha.

Eu fui com um colega meu, o Daniel, que também ama comida japonesa, além de nós, mais 1 pessoa estava no restaurante que logo saiu. Isso é estranho, muito vazio, muito. Bom depois falo mais disso.

O cardápio do Quito-Quito tem opções bem bacanas e não é nada limitado, confesso a vocês que não foi fácil escolher, quem curte comida japonesa quente não terá problemas!

Eu pedi de entrada o shimazushi, 24 reais, foi a primeira vez que sequer ouvi falar desse tipo de sushi, vejam abaixo:

Consiste num sushi onde o neta (fatia de peixe) foi marinado no shoyu e mostarda, então ele não precisa de nenhum outro tempero. Não vou negar que na hora achei o sabor muito forte e pesado, o garçon poderia ter explicado um pouco mais sobre ele, só descobri quando cheguei em casa para pesquisar que diabos era “shimazushi”. Consiste em um sushi dos mais tradicionais, que remate a era Edo, ou seja, primórdios do sushi! Valeu a experiência!

De prato principal, eu me rendi a um prato que gosto demais, o tonkatsu kare, que nada mais é do que um delicioso porco empanado servido com molho a base de curry japonês, o kare. Esse prato é bem caseiro e cada restaurante tem uma receita um pouco diferente, o que é ótimo!

Esse tonkatsu kare me chamou a atenção pela coloração bem mais escura do que os outros que estou acostumado a comer, gostei logo de cara! O porco estava com a casquinha bem crocante porém soltando um pouco da carne (pééémm ponto negativo), mas não vou negar que estava saboroso!

Já em específico o kare, estava delicioso, muito, muito bem temperado mesmo e esse toque verdinho por cima deixou o prato com uma apresentação bem mais bonita! O kare do Quito Quito tinha tudo para ser excelente, mas veio muito ralinho, poderia ser mais denso, faz toda diferença, fica a dica!

Sobre o arroz, foi o que eu já tinha lido em alguns lugares, mediano. Mas como conjunto final valeu a pena, tonkatsu kare sempre vale, rs!

Meu amigo Daniel pediu um missoshiro que veio com somem, um macarrão bem fininho:

Ele pediu de prato principal um zuke don de atum:

Veio uma baita chawan com arroz coberta por fatias de atum com gergelim, cebolinha e nori picado bem fininho!

Daniel disse que tudo estava bom e parecia mesmo!

Os preços são bons, o tonkatsu foi uns 50 reais, o shimazushi 24 reais, já o zune dom foi por volta de uns 30 eu acho.

Minhas considerações finais sobre o Quito Quito…não tem aura de izakaya, parece que tem algumas coisas desconexas, o ambiente com o cardápio, sei lá. Além disso ouvi mais de uma pessoa falando um pouco mal.

Da minha parte? Eu acho que você tem de ir conferir e tirar suas próprias conclusões. Eu não achei as mil maravilhas, mas também nada horrível. Pratos corretos e bem gostosos mas com ajustes necessários. Voltaria? Sim! Mas espero que tenha mais gente na próxima vez, é estranho comer num restaurante vazio.

Abraços

Gourmet San

 

Nobu Matsuhisa conta sua trajetória e parceria com Robert De Niro

Olá a todos!

Se tem uma coisa boa nessa “mundão” de Youtube são os vídeos da culinária japonesa. Muito além das receitas, o mais legal são os vídeos de restaurantes do Japão e os documentários.

Hoje não trouxe a vocês nenhum dos dois, rs, mas sim um curto vídeo sobre a trajetória de Nobu Matsuhisa, um dos maiores nomes da culinária japonesa do mundo! Ele bate de frente com o grande Masaharu Morimoto (Iron Chef) e possui uma cadeia de restaurantes no mundo todo.

Ele tem origem peruana e traz essa essência para sua culinária. Já tive a oportunidade de ir a um de seus restaurantes, em NY, porém para ser sincero, me senti um peixe fora d’água. Entrei e atrás de mim entrou um casal super chique, o cara com um casaco até os pés e a mulher com um casaco de pele, coisa fina! Mesmo assim dei uma olhada no cardápio, tentei tirar umas dúvidas com as hostess que fez que não me entendia e saí fora!

Bom, mas vamos falar de coisa, o chefe Nobu conta rapidamente de seu difícil começo e como foi sua parceria com a estrela hollywoodiana Robert De Niro, acompanhe:

Abraços

Gourmet San