Sushi na Europa? Achei o Shabu Shabu!

Oi gente, tudo bom?

Tive o prazer de viajar para a Europa e conhecer alguns países que nunca havia ido antes! Sempre que viajo, para qualquer lugar que seja, sempre tento experimentar o sushi local, ou como a culinária japonesa se moldou a cultura gastronômica local.

Infelizmente, na Europa, nunca fui muito feliz com a oferta de comida japonesa. Os locais e amigos meus que moram lá sempre me dizem que há ótima opções, porém quando faço buscas através de aplicativos de comida como o Yelp e o TripAdvisor, raramente encontrei opções que eu julguei convidativas. O mesmo aconteceu nessa última viagem.

Todo dia, sempre que eu passava por um restaurante japonês ou quando ía fazer alguma refeição, sempre cogitava a possibilidade de comer um sushi. Infelizmente, como disse acima, não encontrava nenhum que eu achasse que valia a pena o risco e o investimento. Quando digo “risco” é que a última coisa que eu quero numa viagem é passar mal com alimentos perecíveis estragados, segundo, na Europa tem restaurante japoneses bons? Sim, sem dúvida, excelentes, mas uma refeição boa sai por pelo menos uns 60-80 euros (240-360 reais no câmbio da época), to fora, dinheiro não ta sobrando assim não…

Bom, eu tinha desistido de comer um sushi na Europa, até que…numa caminhada em Amsterdam buscando uma opção de almoço que não houvesse batata-frita, me deparei com o Shabu Shabu, localizado em Rembrandtplein 47 1017 CT Amsterdam, Holanda.

O restaurante de fora é bem moderninho, assim como a parte de dentro, eu particularmente gostei bastante! Tinha desenho e cerejeiras de plástico, o que deixar ambiente bem agradável e moderno ao mesmo tempo.

Pra ser honesto, o foco não era comer sushi e sim um shabu shabu, que leva o nome do restaurante. Para quem não sabe, esse é um prato super saudável, onde você vai mergulhando legumes, fatias de carne, cogumelos entre outros alimentos numa panela de água quente e assim eles são cozidos e depois você come.

Para minha surpresa, não tinha shabu shabu no cardápio! E a garçonete confirmou que eles não servem! Hahaha vai entender… enfim… back to sushi!

Não foi difícil escolher e o cardápio é ótimo, bem variado e com ótimas opções! Como já escrevi muito aqui, segue abaixo tudo que comi:

Temaki de enguia:

Uramaki de salmão grelhado com pimenta:

Urabitem, ou seja, uramaki de camarão empanado:

E tekkamakis e gunkan sushi de atum spicy:

Digo desde já que tudo estava muito bem preparado e muito gostoso. Nada deixou a desejar, nada mesmo, fiquei surpreso.

Para começar, o temaki de enguia, apesar de pequeno, veio super saboroso e o preço era bem convidativo, algo como 4-6 euros. E além disso, não se pode negar uma enguia com bom custo-benefício, nunca!

A seguir, 2 enrolados, o de salmão grelhado com pimenta e o de camarão empanado. Ambos de ótimo tamanho e com 8 unidades cada, não dá pra reclamar mesmo, eles custavam por volta de 8-10 euros cada. O de salmão grelhado era bem apimentado, afinal essa pimentinha seca que eles usaram não é leve. Já o urabitem super bem executado.

Para finalizar, um combinho de atum, tekkamakis e gunkan de spicy tuna. O grande ponto foram sem dúvida os gunkan! Super fartos e picantes na medida certa, ou seja, não apimentados demais. Se eu não tivesse satisfeito eu repetiria com certeza.

Sem dúvida nenhum, uma das surpresas da viagem, sobretudo devido as minhas baixas expectativas e como essa refeição caiu tão bem para minha barriga e mente =)

Recomendo! Ah quase esqueci! A partir de um certo horário da tarde eles servem all-you-can-eat-sushi! Aproveitem!

abraços

Gourmet San

Murasaki – Orange County, LA

Eae pessoal tudo bom?

Após um período de reviews não muito constantes aqui no blog, me reorganizei e vocês voltarão a ter mais reviews!! Inclusive com uma novidade em breve!!

Eu e o Will tivemos a oportunidade de viajar a trabalho para Los Angeles e sempre que viajamos nós somos do tipo de pessoas que só pensa em conhecer novos e bons lugares para comer algo que não comemos em São Paulo.

Uma dica sobre Los Angeles, tudo é LONGE, e quando digo longe, é longe mesmo. Los Angeles em si é bem espalhada e os diversos counties ficam separados por highways (estradas de 6 faixas pelo menos). Dando um exemplo melhor, é como se para ir do Bairro de Pinheiros para a Vila Olímpia você precisasse pegar a Marginal Pinheiros e andar a uns 100 km/h por uns 20 min, o que na realidade te faria chegar pelo menos na Represa Guarapiranga.

Enfim com esse exemplo de distância angelina, eu e o Will tínhamos mapeado diversos restaurantes para ir antes da viagem, porém quando nos demos conta das distâncias entre os bairros, tivemos de desistir de vários. Mas não de todos!

Nossa escolha foi visitar o Murasaki, 2901 W MacArthur Blvd #108, Santa Ana, CA, Tel:+1 714-241-1000. Logo que entramos, nada demais, um típico restaurante japonês dos EUA. Pedimos balcão mas todos livres estavam reservados! Bom sinal, pelo menos o restaurante tem um público fiel. Sentamos na mesa e perguntamos se serviam o omakase ali também, resposta positiva, sem problema =).

Assim que sentamos o Will, que estudou japonês, disse: “já sei por que Murasaki! Murasaki é roxo/violeta em japonês”. Aí olhamos pros guardanapos, forro das cadeiras e cortinas, tudo roxo! Bom, só um toque lúdico da experiência.

O que pedimos? Não tivemos muita dúvida, os peixes do omakase estavam na parede, num quadro, uma boa seleção, preço de 54usd, vamos nessa!

Vejam abaixo todos sushis que nos serviram:

Gostaram? Nós ficamos impressionados. Sushis suaves, bem temperados, bem finalizados, além da ótima variedade. O Will mencionou que alguns desses cortes/peixes ele só tinha comido em sua viagem ao Japão.

Nos serviram 10 ótimos sushis, com destaque para o uni, o toro, barriga de salmão chamuscada e sem dúvida ao tako cru. Sim, um dos sushis ali que parece uma vieira na verdade é polvo cru. Não foi a 1a vez que comi polvo cru, já tinham me servido num restaurante em São Paulo, mas foi fato raro. Além disso, eu já tinha visto um vídeo no youtube do restaurante Jewel Bako em NY que o estrelado chefe prepara o polvo cru. Estava excelente,super docinho e consistência macia, surpreendente!

O Murasaki é uma ótima escolha para se provar o que um bom restaurante japonês dos EUA pode oferecer, que é matéria-prima das melhores (inclusive importadas do Japão) e uma técnica boa (não excelente).

Se tem algo que não me agradou um pouco foi o tamanho dos netas (leia “ne-tás”) que é a fatia de peixe para cobrir o bolinho de arroz. Achei que na grande maioria estavam um pouco pequenos demais.  Além disso a missoshiru estava feia, feia mesmo, poderia melhorar um pouco!

Se você estiver na região de Santa Ana, em Orange County, dê um passadinha no Murasaki, eu recomendo! Tente sentar no balcão!

Abraços

Gourmet San

Demistificando o Nagayama

Após 4 visitas é chegada a hora de finalmente fazer a review do Nagayama, essa review é com certeza uma das mais interessantes pra mim, eu de certo modo levei um tempo para entender o que exatamente era o Nagayama. O restaurante fica localizado na R. Bandeira Paulista, 369 – Itaim Bibi, Telefone:(11) 3079-7553.

Na minha primeira visita em 2014 eu havia pedido um combinado e uma série de sushis, e minha conta havia sido um pouco alta, cerca de 200 e poucos reais, e na época eu achei que tinha pago caro, pois esse foi o comentário que eu havia ouvido de muitas pessoas, de que o Nagayama era muito caro pelo que oferecia.
E com isso na cabeça eu simplesmente ignorei o restaurante por praticamente 2 anos, vindo a voltar apenas no começo de 2016,
Só pra dar um pouco de contexto, ao final do ano passado aparentemente por um problema de greve nos entrepostos, haviam alguns peixes que praticamente não se encontrava nos restaurantes como Chu-Toro ou O-Toro, e isso se arrastou por boa parte de Novembro e Dezembro.
Quando cheguei na minha nova visita ao Nagayama em janeiro de 2016, pra minha surpresa todos os peixes que estavam em falta no circuito comercial haviam lá, O-Toro, Chu-Toro, Uni e Unagui. Então nessa visita eu pedi uma série de 10 sushis entre duplas e unidades do melhor que eles tinham no dia e acabei gastando cerca de 300 reais, mas sai de lá satisfeito. Vejam abaixo o que comi:
E finalizei com uma dupla de unagui e o-toro:

Sushis Incríveis!

Algumas semanas mais tarde voltei com o Breno também na hora do almoço e pedimos cerca de 10 sushis duplas de sushi divididos entre duas pessoas, e no final dessa visita gastamos cerca de 170 reais. Vejam abaixo todas duplas que dividimos.

Sushi de serra e buri:

Sushi de vieira e pargo:
Sushi de barriga de salmão e lula:
Sushi de sabá e uni:
Sushi de polvo com aspargos:
Sushi de atum com foie gras:
Sushi de ikura:

Todos sushis simplesmente incríveis. Vale a pena dizer que foi a 1a vez que o Breno (Gourmet San) foi lá e ele ficou impressionado também.

Ontem, eu fiz mais uma visita ao lugar, e pedi uma série de 17 unidades de sushi e minha conta ficou por volta de 260 reais.

Minha conclusão é que foi um erro ter deixado de ir ao Nagayama por quase 2 anos, e agora vou explicar o porquê.

Embora a faixa de preço dele fique em torno de 200-300 reais por visita, não se pode dizer que é um restaurante caro, porque os ingredientes são realmente os melhores que você provavelmente vai ter a sorte de encontrar no circuito comercial atual, em todas as visitas havia Unagui por exemplo e não falo daquele Unagui raquitico que é servido em muitos lugares, é um Unagui gordo de um tom marrom bem claro e brilhante.

O Uni é sem dúvida um dos melhores que já comi, e com certeza está num patamar acima do restante dos outros restaurantes,

A Ika é deliciosa e incrivelmente leve,

O Tako grelhado é crocante e gostoso,

Sem falar no Chu-Toro e O-Toro que frequentemente você encontrará no cardápio,

O Nagayama entrega o que se espera dele, um dos restaurantes mais tradicionais e experientes (senão o mais experiente de todos do circuito comercial atual), sushis generosos do tamanho certo, matéria-prima de excelente qualidade e execuções que você só encontrará lá como Tako grelhado, a Ika e Sushi de Ebi Furai e Wakame.

Se optar por ir no almoço ou no jantar encontrará equipes diferentes, o lado bom é que em ambos os chefs tem criações e identidades distintas e você verá uma certa variação na execução e preparo de cada prato bem como os temperos,

Eu tenho apenas uma crítica a fazer ao Nagayama, eventualmente principalmente no almoço você pode dar o azar de pegar um chef mais jovem ou despreparado, lembro-me de em uma das visitas ter sido informado que eles apenas trabalhavam com duplas e não unidades de sushi, o que foi prontamente desmentido por outros chefs do local.

Concluindo, não é de hoje que o Nagayama é uma das referências em sushi em São Paulo, brigando de frente com Kan, Jun, Huto e Shin-Zushi pelo posto de melhor restaurante, uma das poucas casas que consegue transitar entre o contemporâneo e o tradicional, esteja pronto para encontrar tudo do melhor ali, mas lembre-se que ter esse nível altíssimo de serviço tem um preço então esteja ciente de que em cada visita gastará cerca de 150-300 reais.

Izakaya Matsu – almoço de se ajoelhar

Oi pessoal, tudo bom?

Se tem um feedback que recebo com certa frequência é para eu postar menos sushi e sashimi e mais cozinha quente japonesa! É algo que estou trabalhando na minha logística diária.

Mas enquanto isso, quando consigo dar uns pulos eu sempre entro num restaurante novo! Dessa vez foi um lugar que está “bombando”, o Izakaya Matsu, que fica literalmente a 5m do clássico dos clássicos Hamatyo do Yoshida San. O endereço é Av. Pedroso de Morais, 403 – Pinheiros.

Já tinha ouvido muito falar do Matsu e estava ansioso pra ir, aliás até sigo eles no FB, onde eles postam sempre o cardápio semanal. E por falar em cardápio, no almoço eles só tem 1 opção, mas acreditem, você não precisa de mais, eles dão conta do recado, eles são bons dessa maneira.

Para minha surpresa estava vazio (sempre leio que lá é cheio, afinal o paulistano adoro o “point do momento”), sentei no balcão e pedi o cardápio, a japonesa me deu uma invertida falando que eles só servem 1 opção, perguntei o que era e ela respondeu: “chicken kare”. Falei que ela podia servir! O preço? 35 reais, excelente! Mas melhor ainda quando vi o que me serviram:

Aí em cima vocês veem uma saladinha de repolho, frango com legumes, abacaxi, missoshiru e o prato principal, frango no estilo Tandoori com gohan e kare.

Vou ser sincero que não me impressionei muito por nenhum acompanhamento, mas o prato principal leva tudo nas costas, pois ele é espetacular, demais mesmo, nota 10! O frango tandoori é um receita original indiana e vou dizer que fiquei impressionado o que o Matsu entregou: frango alto, generoso, suculento e super saboroso, deu vontade de invadir a cozinha, colocar o cozinheiro contra a parte e obrigá-lo a contar a receita! Sobre o karê, está na medida, apimentado e saboroso, não dava para pedir nada a mais, prato redondinho, eles sabem o que estão fazendo.

Bom, saí de lá com uma certeza, um dos melhores almoços que já tive, além disso o custo-benefício é excelente com o valor de 35 reais. O único problema é que eu não pude retornar ainda e sempre fico babando no menu deles que é disponibilizado no Facebook, a variedade é grande e se tudo for tão bem executado com esse Frango Tandoori, vou te falar, é digno de ir lá todo santo dia.

Antes de eu me despedir, segue um zoom no prato do dia:

Abraços

Gourmet San

Café da manhã Japonês no Hotel Intercontinental

Oi gente, tudo bom?

Hoje um post bem diferente aqui no Gourmet San, visitei o Hotel Intercontinental, localizado na Al. Santos, 1123, Tel:(11) 3179-2600para experimentar o café da manhã japonês que eles oferecem a seus hóspedes, e claro, a quem quiser ir lá fazer esse programa que sabemos que é comum em São Paulo, sair de casa para tomar deliciosos cafés-da-manhã que a cidade oferece.

Fui convidado por uma hiper-mega-especialista na cultura e gastronomia japonesa, a Katia Miyada, mas além disso, ela manja mais ainda é de como recepcionar bem o público japonês que se hospeda no Hotel Intercontinental. Com 14 anos de experiência no atendimento ao público japonês no ramo da hotelaria, trabalhando como gerente de vendas internacional, a Katia coleciona hoje um leque de habilidades e conhecimentos que poucos possuem como ela: como agradar um público que se atenta aos mínimos detalhes. Obviamente a Katia fala japonês e já foi ao Japão inúmeras vezes.

Falando um pouco mais desses detalhes, quem conhece um pouco da cultura japonesa sabe que eles prezam muito pela tradição e pela maneira “correta”, ou entendida como “tradicional” de fazer as coisas, e que caso seja feito diferente, já cai bastante no conceito e, pode até ser encarada como falta de respeito.

Pois bem, no café-da-manhã do Hotel Intercontinental é isso que você encontra, respeito ao gosto e a tradição japonesa. Antes de mais nada vale dizer que o café da manhã não é inteiro japonês, não é isso, há o café tradicional, tão maravilhoso quanto você pode imaginar (pães, ovos, bacon, frutas, café com leite) e também há uma estação com as opções japonesas. Deem uma olhada na estação especial:

O público ocidental pode achar estranho, mas os japoneses tem um café da manhã bem diferente do nosso. Você encontra gohan, peixe grelhado (salmão no caso), tamagoyaki, condimentos como pepino, conserva de shimeji, missoshiro, natto, nabo etc. Mas o importante aqui não é a oferta, de verdade, mas sim a qualidade, ela é extraordinária, digna dos melhores restaurantes japoneses da cidade, e como vocês podem ter certeza disso? Primeiro o crivo da Katia e segundo a aprovação dos hóspedes orientais.

Vejam abaixo o tamagoyaki e o salmão que peguei para mim:

E também as conservas:

Agora falando justamente da qualidade, vamos lá, o gohan é incrível, a Katia importa o arroz que mais se adequa ao paladar japonês. O salmão grelhado, eu juro, fiquei com um pé atrás quando vi, mas ele estava molhadinho, suculento e saboroso. O tamagoyaki super amarelinho (ou seja, não queimado) e macio. A conserva de shimeji então, quero mais!! Ela é importada, sendo exatamente como os japoneses comem por lá. Aliás, se você gosta das conservas, o café da manhã tem uma boa oferta:

Além disso, outros detalhes incríveis. O missoshiro é feito com missô importado também (que você encontra na Liberdade) e é o melhor que já comi em São Paulo, na verdade acho que empata com os melhores dos restaurantes mais tradicionais. O shoyu é Kikkoman. E o natto (soja fermentada) é oferecido num recipiente fechado especial, acompanhando os temperos especiais a serem misturados pelo cliente a seu gosto, confiram:

Vocês devem estar se perguntando, nossa, mas tudo isso? É necessário? Sim! Pensem que o público do Hotel Intercontinental é o público AAA que vem do Japão, CEOs, presidentes e VIPs que estão acostumados com o que tem de melhor lá no Japão e pasmem, eles aprovam o excelente café da manhã organizada pela Kátia e pelo hotel.

E não fica só na estação japonesa, eles possuem na parte de bebidas os famosos Yakult e Taffman, que os japoneses também adoram. Ah e falando em bebida, é claro que eles não esqueceram do chá verde, não é mesmo? Usando palavras da própria Katia: “chá verde nós fazemos na hora, se não fica oxidado e o gosto fica ruim”. Estão vendo? É esse o nível de atenção aos detalhes!

A caráter de curiosidade, pedi para ver os produtos importados que eles usam para o excelente café-da-manhã (com direito a nori crocante):

E só para finalizar esse trabalho exemplar do Hotel Intercontinental e da Katia com os hóspedes japoneses, ela me mostrou que eles oferecem também um tablet com o jornal japonês com a edição do dia para os hóspedes, quer hospitalidade melhor do que essa?

Abraços e esperam que tenham gostado da review o tanto que eu gostei de conhecer esse incrível café da manhã, acompanhado de todo conhecimento que a Katia me passou!

Estou louco para voltar! Recomendo a todos como opção de passeio em São Paulo um dia ir tomar um café da manhã lá no Continental.

Abraços

Gourmet San

A melhor pedida de 2015 em São Paulo: Omakase Nami Frio do Aze Sushi

Oi gente, tudo bom?

Faz um tempinho que essa minha review está no forno, mas tem um motivo. Ela é um mais emblemática e significativa, pois pela 1a vez eu senti que um restaurante possui um pedido ideal. Bom, mas o que é o pedido ideal? O pedido ideal é aquele que representa um custo benefício excelente, mas melhor do que isso, ele une o melhor que o restaurante pode oferecer.

O Aze Sushi, que é o restaurante que hoje escrevo, apesar de novo (existe faz uns 3 anos), já é velho de guerra. Eu já fui lá muitas vezes. Já comi tokujo, tirashi, menu executivo, omakase e até já pedi combinados. A única parte que nunca cheguei a provar é a cozinha quente a la carte.

Pois bem, depois de muitas visitas, num quente dia de dezembro, eu e o Will (colaborador aqui do blog) fomos jantar lá. O Will, como de praxe, foi no tokujo e mais alguns sushis avulso que ele sempre pede. Eu, como vou lá menos que o Will, acabo pedindo o Omakase Nami, que é o de 6 pratos (diferentes, ou seja, sequencia variada de sashimis conta 1), como já relatei numa outra review.

O omakase Nami da bem pro gasto, é bastante comida, incluindo pratos quentes. Mas desta vez não ia rolar pratos quentes, sabe quando tudo que você quer é um ar condicionado e um copo suando com gelo e coca-cola? O Takao, sushiman chefe do Aze, mandou muito bem e me disse que poderíamos fazer um Nami mas só com pratos frios e que ele compensaria com outros pratos frios. Aceitei na hora!

Vejam tudo que ele me serviu:

Estão vendo tudo isso acima? Sim 21 “pratos” diferentes e que saíram por uns 140 reais, afinal eu usei o desconto do Chef`s Club (30% off), mas o preço original é uns 170, o que vale mesmo assim.

Todos os sushis excelentes, peixes fresquíssimos e o mais legal é que esse Omakase é bem variado, o Takao sempre usa o que tiver de melhor no dia. Ah, além disso, vale a pena comentar que o Takao tem uma comunicação acima de média dos sushiman, ou seja, ele não é daqueles que ficam quietos e não perguntam o que o cliente quer, ele deixa bem claro que quer servir o melhor dentro do seu gosto e vontade no dia.

Enfim, nota 10, minha meta é sempre que ir lá comer esse omakase, vale a pena a economia, me ouçam, vale a pena!! Última dica, vale a pena dar uma ligada lá no Aze Sushi de forma marota e amigável e perguntar se o dia está bom pra uma omakase. Fica a dica.

Abraços

Gourmet San

Tonaktsu kare no Yakitori Mizusaka

Eae gente, tudo bom?

O Yakitori Mizusaka era um restaurante que eu frequentava muito uns anos atrás. Trabalhava na Av. Paulista e aproveitava muito esse tradicionalíssimo restaurante japonês que serve teishokus excelentes e para todos os gostos.

Se você ainda não foi ao restaurante, recomendo que leia minhas reviews anteriores que são de alguns anos e representam a essência do lugar, o teishoku e anchova grelhada e o de salmão, ambos muito bons mesmo. O próprio dono do restaurante tempera os filés de peixe, enfia os espetos de metal e os coloca na churrasqueira (sim isso mesmo!) bem na sua frente, isso se você se sentar no balcão no térreo, o que eu recomendo muito!

Bom, depois de uns bons anos, retornei ao Yakitori, pouca coisa mudou, as flâmulas do SPFC e uma foto do Rogério Ceni ainda estão perto do caixa, a televisão continua no canal japonês, o dono do restaurante a frente do balcão mas dessa vez acho que era o filho do casal no caixa.

Como estou na missão do “rolê do karê” pedi o tonkatsu karê! O preço do prato se nao me engano sai por uns 38 reais.

O dono do restaurante  separou na minha frente um filé de porco, temperou e bateu nele (do jeito que mãe bate em bife para amaciar a carne). Como de praxe o restaurante servia as saladinhas e otoshi abaixo:

Na parte de cima alguns vegetais cozidos beeeem japoneses, não soube nem identificar alguns deles. Na parte de baixo uma clássica saladinha de alface. Mas o destaque fica pra essa pastinha marronzinha perto da alface, que é a base de misso, simplesmente delicioso! Molhos a base de misso aliás é uma arte a parte.

Seguindo, me serviram também uma saladinha de shimeji com momiji oroshi, que é nabo ralado misturado com pimenta. Estava excelente também. Aliás o Yakitori Mizusaka é mestre em quantidade, as porções são sempre perfeitas para você matar sua fome sem sair cheio.

Pronto, chegou a hora, meu tonkatsu karê chegou!!

Me animou bastante a cor do kare logo de cara. Bem mais escuro que o usual, achei que estaria mais apimentado, mas não. Assim sendo, a cor mais escura definitivamente veio do modo de preparo com a mistura de alguma carne e vegetais. O sabor do karê estava bom, mas só, esperava mais.

Indo para o segundo elemento, o gohan, estava bem preparadinho mas veio numa quantidade descomunal, para vocês terem uma idéia sobrou metade no prato, me senti um pouco mal, porém a quantidade de karê e tonkatsu não é suficiente para comer o gohan todo. Recomendo ao restaurante diminuir um pouco o gohan e aumentar o kare e o tonkatsu.

Agora o terceiro elemento, o filé de porco a milanesa! Casquinha super crocante, porém parou por aí, infelizmente. A casquinha estava descolando da carne e o filé estava um pouco duro. Sendo bem sincero não gostei mesmo.

Acompanhando o prato veio um delicioso e bem amarelinho tamagoyaki com um bolinho de carne e esse outro vegetal que parece bandana agridoce que espero que meus amigos leitores me ajudem a identificar:

Como considerações finais, acho que o Yakitori Mizusaka possui um tonkatsu karê fraco. Porco a milanesa mal preparado e quantidade de gohan, karê e porco desproporcionais. Não acho que seja um pecado enorme desse restaurante, afinal não é o foco deles e isso ficou mais claro ainda.

Se for ao Yakitori Mizusaka, foque no clássica deles, os teishokus que saem da churrasqueira =)

Abraços

Gourmet San

Pub Kei: o karê, o chefe e o chá

Eae gente, tudo bom?

Faz umas 2 semanas eu escrevi sobre o equilibrado omakase do restaurante Pub Kei, excelente, recomendo ler a review e depois ir lá conferir!

Empolgado que sou, retornei lá 1 semana depois para comer um dos meus pratos preferidos, o Tonkatsu Kare, que é o lombo do porco empanado, frito e acompanhando molho a base de curry, o kare.

O valor do prato no Pub Kei é um pouco mais salgado do que na maioria dos restaurantes, se não me engano sai por uns 50 e tantos reais (entre 53 e 58,00), no Shigueru, por exemplo, sai por 41,00.

Não demorou muito e me serviram tudo isso abaixo:

Saladinha a esquerda, o tonkatsu com o shari (arroz) e o karê num recipiente a parte! Acima a direita vocês também podem ver o chá-verde que pedi para acompanhar, eles me serviram num bule, como muitos restaurantes fazem.

A saladinha veio como a maioria dos restaurantes tradicionais faz, alface, tomate, pepino, repolho ralado e tudo com um daqueles molhos para salada bem saborosos. Eu particularmente gosto de comer essa saladinha de entrada para minha fome ir embora mais cedo, rs. E também para me manter um pouco mais saudável.

Foi a primeira vez que comi um tonkatsu kare com o kare servido a parte, a idéia é interessante, você consegue ir adicionando aos poucos e onde quer. Vale a pena comentar que o sushi chefe que estava no balcão me perguntou num dado momento se eu queria um refil de kare! Gostei da iniciativa e faz muito sentido, algo que pensei na hora é que provavelmente o restaurante já tinha bastante kare preparado, ou a porção que eles fizeram para o meu pedido era maior do que a servida, então fazia sentido me oferecer mais, de qualquer maneira, gostei do lance de refil de kare!

Vejam abaixo um videozinho bem mais ou menos que fiz na hora:

Um ponto negativo do kare apenas é que ele veio apenas com o molho, sem os vegetais que muitas vezes o acompanham, como batata e cenoura.

Seguindo, o tonkatsu estava médio, veio bem crocante porém um pouco fino demais, eu particularmente gosto dele mais grosso. A casquinha também estava se soltando um pouco, o que faz o prato perder “pontos”.

O conjunto em si, do shari (arroz), o kare a vontade e self-service junto com o tonkatsu crocante faz o prato em si ser satisfatório. Mas não dá pra negar que os pontos negativos que levantei acima, acima de tudo lembrando que é um tonkatsu kare com o preço acima da média.

Como sempre, glutão e com os olhos maiores que a boca eu conversei com o chefe, super simpático e aberto, quais peixes estavam bons pro dia. Ele me ofereceu logo de cara um atum toro, porém não encarei, afinal eu sabia que a dupla ia sair uns 50 conto.

Desta maneira acabei pedindo outras indicações ele, um carapau e um buri:

Ambos sushis estavam bons, saborosos, frescos e bem cortados. Porém pelo o que já vi no instagram de alguns blogueiros famosos que foram lá, vi sushis espetaculares, eu esperava um pouquinho mais.

Ta na hora das considerações finais, e aqui tenho uns pontos cruciais a serem ditos.

Primeiro algo que não falei neste texto ainda, sobre o chá-verde que foi servido no bule. Como vocês muito bem sabem, em muitos restaurantes, se não na maioria, o chá quente é uma cortesia, ou seja, não é cobrado. Já no Pub Kei me cobraram 11 reais, sim, ONZE REAIS por 1 chá. Poxa Pub Kei, com esses 11 reais vocês compram quantos kilos de chá?

Segundo ponto é que os 2 nigiris que pedi, que estavam ok, mas nada espetaculares custaram uns 30 reais! Poxa, não foi nem buri toro nem um carapau incrível. Em restaurantes tradicionais a unidade de sushi desses peixes sai de 8 a 11 reais.

Por final, mais um aprendizado sobre o Pub Kei. Alguns pontos bons, como o kare refil e o bom e completo prato como num conjunto (recomendo muito para uma refeição). Mas outros pontos a serem melhorados, como o próprio tonkatsu, o preço absurdo do chá.

E você? Já foi ao Pub Kei? O que achou?

Abraços e até a próxima!

Gourmet San

Pub Kei: um omakase na medida

Oi gente!

Recentemente fui 2x a um excelente restaurante japonês em São Paulo, o Pub Kei! Ele tem uma reputação muito menor do que deveria, já digo logo de cara, ele é acima de média fácil!

Antes de escrever essa review de hoje, voltei e reli minha primeira visita lá, e percebi que realmente tudo faz sentido (recomendo a vocês fazer a mesmo).

O Pub Kei fica no segundo andar do Top Center, na Avenida Paulista, 854. Ele recentemente mudou de lugar dentro do mesmo andar, está mais bonito e aconchegante e com um balcão bem melhor, sem dúvida nenhuma, acertaram em cheio.

Pela logística do meu dia, tive a chance de chegar as 18h e pouco no restaurante (ah! verdade! outra enorme vantagem do Pub Kei é que por estar dentro dentro de um shopping ele abre mais cedo!) e sentei no balcão vazio.

Como de praxe com os restaurantes que visito pelas primeiras vezes, pedi o omakase. Fui de omakase simples e não do especial, afinal era um dia da semana e não uma comemoração especial, dinheiro também não nasce em árvore e, pra finalizar, não consigo comer tanto assim para um omakase gigante.

O omakase simples sai por 160 reais e contempla pratos quentes e frios, acompanhem o que me serviram abaixo!

Antes das entradas, um ponto que mostra que o serviço do restaurante também é bom. Eu sempre peço uma coca-cola (ou pepsi) com um copo cheio de gelo. 95% dos restaurantes e dos atendentes ignoram o “todo” e quase sempre servem apenas com alguns cubos, no Pub Kei foi diferente, o garçon me OUVIU e me serviu essa perfeição:

Começamos com entradinhas básicas, uma é um sunomono um pouco mais trabalhado e tororosenguiri, que chei uma delícia! Foi servida com um molho cítrico parecido com o ponzu.

 

A seguir o sushiman me serviu um dos melhores sashimis que já vi na vida. Com corte japonês, mais grossos, eles foram um dos pontos altos do jantar, sem dúvida. Os sashimis foram de chutoro (atum semi gordo), pargo e serra!

Espetaculares, super fresquinhos. Vale a pena citar que o restaurante tem shoyu kikkoman, que é meu preferido e faz uma enorme diferença.

Logo depois começaram os pratos!

Uma surpresa pro meu paladar: ostras! Vejam e babem:

Sabe quando você quer comer algo que nem você sabe que quer? Então, foi esse o caso. Eu não sabia que queria ostras, mas quando as vi eu percebi que fazia um tempo enorme que não comia uma e que eu iria devorá-las em segundos! Valeu Pub Kei!

Logo depois me serviram 2 pratos quentes bons também, de tamanho bem razoável.

Peixe grelhado com cogumelos:

Esse peixe veio num tamanho bem considerável viu, sem dúvida nenhuma poderia ser o prato principal de um teishoku! Bem temperado, quente e com espinha, que é o único ponto que é um pouco chato, afinal você tem de ser extra cuidadoso.

Me serviram também deliciosas vieiras salteadas com aspargos e batatas:

 

Apesar de na foto ter uma vieiras só, tinhas umas 4-5! Muito bem preparadas por sinal. Mas toda vez que como vieiras assim penso como elas cruas são bem melhores!

E para finalizar os pratos quentes, tempurá de siri mole! Um grande surpresa, afinal é um produto que pouquíssimos restaurantes possui:

Estava bom, poderia estar mais crocante, confesso, mas o legal é que cada pedaço empanado foi diferente.

Bom, terminei os pratos quente e ainda viriam os sushis. Eu disse ao sushiman que eu gostava de tudo assim eu sabia que se tivesse algo como uni, ele acabou me servindo, uhú! =)

Poderia ter sido melhor? Sim, mas gostei da seleção, entre eles chutoro, robalo e uni! Foi muito bom pra fechar!

Ahá! Mas não terminou não! O omakase tem sorvete de chá verde pra encerrar:

Agora vamos as considerações que explicam o título do meu post. Por que o omakase do Pub Kei é na medida?

Bom, antes de mais nada o preço de 160 reais é aceitável dentro do mundo dos menu degustação. Depois vem o fato de que a quantidade de comida faz você ficar super satisfeito e ao mesmo tempo não te deixa estufado e pedindo pra acabar.

E pra finalizar, os pratos quentes e frios trabalham bem em conjunto, as porções são na medida e tem até na sobremesa, afinal nada pior do que pagar 200 reais numa refeição e depois ter de pagar pela sobremesa.

Abraços e recomendo demais =)

Gourmet San

 

Origami Sushi – Aeroporto de Newark: Fuja… fuja… fuja… fuja…

Oi pessoal, tudo bom?

No final da minha viagem onde relatei minha experiência no Miyako Japanese Stakehouse, peguei um vôo de conexão para casa que passou por Newark, NY.

Nesses momentos derradeiras no solo americano eu sempre penso que comida típica americana quero ter como última experiência…pizza? hambúrguer? sushi? Fui de sushi é óbvio, ahahha,

Bom, logo de cara falo que foi um erro, dos grandes! Fui praticamente um novato na arte da visitação de restaurantes japoneses. Mas isso é vantagem pra vocês, que verão todas minhas dicas de quando não sentar pra comer um sushi.

Antes de mais nada, o Origami, nome do restaurante que me ofereceu essa experiência ruim fica num aeroporto. Apesar de hoje a logística de alimentos ser excelente, é sabido que é bem mais difícil a liberação de tudo que entra e sai de aeroportos.

Depois disso, o ambiente era todo estranho, clean demais e em nada se preocupava em fazer alguma alusão a cultura ou gastronomia japonesa.

Eu já tinha passado pelas mesas antes e vi uns sushi feinhos e não muito apetitosos (por quê?? por quê?? por quê eu fui ficar lá??). Ou seja, só de olhar já dá pra vocês saberem e terem uma idéia se o lugar vale a pena ou não.

Bom, enfim…sentei.

Fiz meu pedido através de um tablet, quer dizer, tentei, não funcionou. O garçon pegou meu cartão e passou numa outra mesa, situação no mínimo estranha, já que ele mesmo re-escolheu meus sushis (ainda bem que acertou…).

Pedi também uma coca-cola que…veio aguada! ECOUT! Já trabalhei em restaurantes, sei bem como funcionam essa máquinas de refri. É uma máquina que injeta água com gás gelada misturando com os xaropes de cada sabor (coca, fanta, guaraná etc). O pior de tudo isso é o restaurante servir! Sabe, se está ruim avisa…

De comida, pedi uns enrolados diferentes com um preço um pouquinho salgado e que vieram assim:

E assim:

Ou seja, uma salada de ingredientes que o resultado final não foi nenhum pouco aprazível para os olhos ou para o paladar. Uma profusão de sabores sem sentido que define justamente o que eu acho que tem de pior a culinária japonesa norte americana. Não me entendam mal, os EUA tem restaurantes japoneses excelentes mas eles tem um lado ruim que é bem ruim também. E este amigos meus, acabei de apresentá-los.

Abraços

Gourmet San