3o Jantar Especial by Gourmet San – Nōsu

Seja bem vindo ao #3 Jantar Especial by Gourmet San!

Nosso primeiro evento foi no Aze Sushi e o segundo no Toy Sushi, ambos foram um enorme sucesso! E agora lançamos nosso terceiro evento! São VAGAS LIMITADAS!! E para ser honesto só temos mais algumas disponíveis!

Veja informações abaixo:

  • Local: Nōsu
  • Horário: 20h
  • Data: 16/10/2019
  • Valor: R$ 275,00 (já com o serviço, bebidas e serviço sobre elas a parte no dia)

Reservas: por inbox/dm pelo instagram (@gourmetsan) ou pelo e-mail contato@gourmetsan.com.br

Menu Especial

Entradas

Carpaccio de Salmão Trufado

Sashimi de Vieira no Limão Siciliano

Mini salada wakame com vieiras

Robata de Shimeji com Bacon

Sashimis (2 fatias cada)

Atum

Barriga de Salmão

Magurozuke (atum marinado)

Polvo

Robalo

Sushis

Baterazushi Misto

Barriga de Salmão

Atum maçarico com pasta umeboshi (ameixa japonesa)

KingCrab Temarizushi

Salmão com ovo de codorna e foie gras

Camarão a moda do chefe

Salmão Defumado no bancha

Lula Trufada

Peixe da Estação

Sobremesa

Brigadeiro de colher com Morango

(foto meramente ilustrativo, não reflete o menu do dia em si por completo)

Meu Sushi Delivery – 8 anos depois!

Oi pessoal, tudo bem?

Faz bastante tempo que não escrevo a vocês aqui, mas assumo que tem sido muito. difícil, sobretudo pela mudança que a internet sofreu nos últimos anos, com o crescimento de ferramentas como o Instagram. O tempo investido em escrever textos com maior profundidade e detalhes deu espaço para postagens com mais frequência e de certa maneira mais rasos. Tive de inevitavelmente mudar de foco e estratégia, mas confesso que sei que há um público cativo pela qualidade e não pela quantidade e concordo, o mundo anda a 100km/h, precisamos desacelerar as vezes.

Depois desse. prefácio a la walking-dead-back-from-the-dead, vamos a o que interessa: o Meu Sushi Delivery!

Durante todos esses anos, há alguns restaurantes que “conversam” e coincidem com o início da história do Gourmet San, e o Meu Sushi. é um deles! Lá pelos idos de 2010 conheci esse delivery e depois de 8-9 anos aqui estou novamente com eles! Quem não conhece o Meu Sushi, recomendo ver minhas reviews do passado aqui, e para quem já conhece, sabe muito bem das características únicas como consistência e qualidade nos ingredientes, assim como o produto final único, muito devido a sua atenção a detalhes e suas embalagens criadas por eles mesmos e patenteadas (nem tente copiar viu!!rsrs). Tudo isso faz com que. o Meu Sushi. tenha o preço mais elevado que seus concorrentes, mas preço e custo, vai do bolso de cada um não é mesmo?

Sem mais delongas, pelas minhas percepções, o Meu Sushi conseguiu manter o que funcionava muito bem no passado e adicionar pratos novos e manter os ingredientes ali em cima, no topo!

Abaixo vejam como são as sacolinhas! Melhor do que isso, só se viesse um recado a mão dizendo que foi feito espacialmente pra fulano ou ciclano, rs.As embalagens continuam as mesmas e não tem por que mudaar né? São únicas, personalizadas, com a cara do Meu Sushi. Além disso os sushis ficam bem armazenados, não reviram e para os pratos quentes, os mantém quentes =).

Por falar em pratos quentes, o shimeji continua sendo o melhor do mercado, isso é indiscutível, ele vem com um caldo que é digno de ser usado para lámens!
Começando os combinados, o primeiro for de salmão. Nota que dá pra perceber no sabor e textura do salmão que ele é dos mais gordos, daqueles que você põe na boca e sente derreter. Os nigiris de salmão vieram com uma pitada de yuzu (limão japonês).

Até agora, sem muitas novidades, certo? Isso muda agora, fiquei impressionado com isso. abaixo, sobretudo pelo tamanho e fartura do camarão e pela presença ilustre da cavalinha e o uni, sushis/ingredientes que você não vê em nenhum delivery por aí, muito menos fresco como veio!
Sobre o uni, vale uma nota especial, na. esmagadora maioria dos restaurantes de São Paulo, o uni é servido. no formato. de gunkan sushi, assim o uni (nem sempre firme) fica “preso” dentro da alga. Não foi o caso do sushi de uni do Meu Sushi, como a qualidade do uni era superior, fo possível montar um nigiri sushi! Seguindo nos combinados, um bem variado, com atum, ovas, uni novamente e camarões enormes novamente!
Finalizando, um trio de sobremesas: brigadeiro, mousse de maracujá e limão! E além disso, um toque de finesse: água EVIAN em garrafa de vidro, super geladinha, acompanhando 2 copos Meu Sushi também!Eae pessoal, o que acharam do Meu Sushi? Gostaram? Confesso que é o delivery de sushi tiro certo, o preço é mais elevado porém se você está disposto a ter. aquela experiência completa, sem ter um sushiman na sua casa, talvez seja a melhor pedida!

Abraços

Gourmet San

Quer um Kare apimentado em São Paulo? Vai pro Kidoairaku

Oi pessoal, tudo bem?

Quando comecei a explorar a Liberdade (o bairro, não o conceito abstrato sociológico, rs) lá atrás, eu obviamente comecei pelos sushis e mesmo nos restaurantes mais tradicionais e com pratos quentes excelentes, acaba escolhendo os frios.

E teve a ocasião, onde indo contras minhas inclinações da época, fui ao Kidoairaku para comer um Kare e o atendente da época disse: “Olha…(gaijin, rs) é apimentado!” Com medo e ainda inexperiência, refuguei e pedi um teishoku de sashimi.

Mas tudo que vai volta! E após ganhar muita quilometragem (até no Japão), comendo Kare, recentemente retornei lá e fui firme:”QUERO O TONKATSU KARE”. Ouvi novamente: “olha…..é apimentado!”. Falei, “Pode trazer”, todo seguro de mim.

Pois bem, vejam abaixo:
Isso…agora vejam melhor!

Pessoal, se você gosta de Kare apimentado, esse é o lugar pra vocês, definitivamente ele não é mediano, ele é forte (pro meu paladar). Logo que vi, pensei o mesmo que vocês…”nossa, escuro, né?” Pois bem ele realmente é encorpado e delicioso em todos aspectos, mas…É PICANTE!

O Tonkatsu em si estava bom! MAs confesso a vocês, que depois do Japão sua concepção de tonkatsu muda. Mas isso não estraga o prato, ele é excelente.

Bom, fica a dica e o aviso, rs, se for ao Kidoairaku, já sabem o que esperar!

Abraços!

1. Voltei! 2. Review do Restaurante Fujiyama na Lapa!

Oi pessoal, tudo bem?

Bom, comigo está, então fiquem tranquilos que foi hiato que passei por aqui mas que voltei e vou por umas reviews no lugar e fazer umas mudanças! Claro que também não esqueci de falar da minha viagem pro Japão, mas como é muita informação estou tentando discutir o melhor formato =)

Mas vamos lá, sem mais delongas, há um restaurante que está na minha memória de infância e eu nunca tinha ido, o Fujiyama! Agora que fui pro Japão e aprendi muito (um pouco, rs) sobre kanjis (a escrita japonesa) sei que “Yama” significa “montanha” e Fuji, é Fuji. Então o restaurante leve o nome da famosa, enorme e linda montanha do Japão: o Monte Fuji!

Antes de mais nada…por que o restaurante esteve sempre ali guardadinho no fundo da minha cabeça? Primeiro por que eu sempre morei na Zona Oeste de São Paulo e vira e mexe passava na frente dele e aquela fachada vermelha me chamava atenção, mas por algum motivo eu nunca tinha ido.

Mas chegou o dia. Vale dizer que ele é um restaurante das antigas, então se você gosta desse ambiente mais anos 80-90, lá é pra você. O que quero dizer com isso? Salão grande, mesas para família, decoração simples etc.

E os pratos, em sua grande maioria segue essa linha tradicional, e fica claro que o restaurante era a la carte e se adaptou ao rodízio. Digo isso também pois quando fui vi várias mesas de famílias japonesas pedindo pratos mais tradicionais como lamen, shogayaki etc. Mas como eu estava com outras pessoas, fui de rodízio, então se parei alguns pratos pra revermos minha experiência lá.

Abaixo uma porção de shimeji e lula na manteiga. Bem gostoso, a lula saborosa, apesar de eu achar que tem mil outras receitas melhores com lula do que essa. O shimeji não segue a receita clássica de todos rodízios, o que me agrada, nada melhor do que provar o “gostinho” da casa. Eles dão um toque mais caseiro so shimeji,

Essa foto abaixa postei pra vocês verem um pouco do ambiente e também um clássico temaki de atum com cebolinha (maguro negi). Nada especial a destacar, rs.

Agora um carpaccio de salmão que estava gostoso mas também segue exatamente a “sintonia tradicional” da casa, um carpaccio de salmão com um monte de cebolinha e um pouco de gergelim.

Algo que me agradou muito, uma seleção de sashimis até que variada pra um rodízio, com salmão, atum, prego (no me gusta), polvo e um peixe branco e não me recordo muito, mas pela pele em cima do peixe parece ser um pargo bem magrinho ou outro peixe da mesma familia.Agora o que eu considero um ponto fraco da casa e que poderia melhorar muito, os sushis agridoce, ou seja, com molho teriyaki por cima. A idéia é boa pois trás um paladar dos rodízios mais comerciais da cidade, basicamente atraindo um público maior. Pra vocês terem uma idéia e não julgarem com antecedência, o pessoal na minha mesa chegou a pedir uma porção extra de molho tarê (teriyaki).

Mas o que melhorar? A montagem dos sushis e o corte, poderiam não ser tão finos e sim mais robustos. E a casa sendo tradicional, poderia ter algum coberto com aquelas ovas vermelhas.
E pra finalizar o famoso e clássico tempura de legumes, mas quando feito assim meio que em trança ou em fios se chama kakiage!Pessoal, faz um tempinho que fui no restaurante, alguns meses, então me desculpem mas não me recordo do preço exatamente. Mas o Fujiyama possui ins 2 tipos de rodízio diferentes, o simples e o mais completo e claro um excelente cardápio a la carte. Se você curte um a la carte tradicional simples, vá nessa opção, já se você gosta de um rodízio, é uma boa opção no bairro, confiável e ótimo pra grupos e família!

Mirai Lamen: no Itaim também tem Lamen

Aqui é o Marcelo Asamura da loja Konbini Produtos Orientais , visitei o Mirai Lamen, a mais nova casa de Lamen do Itaim Bibi em São Paulo.

Fica muita bem localizada na Leopoldo de Couto, próximo aos melhores estabelecimentos da região.
Para quem não conhece esta rua, talvez com certeza se lembra do bar do Juarez na JK, o Mirai é bem perto de lá.

A casa foi inaugurada faz pouco tempo e o chef da casa é o Marcos Okazaki que já teve passagem por Izakaya e outros restaurantes.

Como a casa é nova, o cardápio ainda está sendo definido, mas o carro-chefe são os Lamens e o chef está desenvolvendo novos pratos como o Okonomiyaki (panqueca ou pizza japonesa), prato típico de boteco japonês que eu pessoalmente aprecio muito.

Vamos ao que interessa, o Lamen que eu pedi foi o Missô Lamen, gosto muito de Missô (pasta de soja), mas no caso de Lamen, é muito comum o caldo ficar enjoativo, mas não é o caso do Lamen do Mirai, o caldo é bem agradável e nada enjoativo.

Os demais ingredientes também são ótimos, o Chasu (carne de porco) tem um ótimo sabor, a combinação com Tigensai (acelga chinesa), Naruto (massa de peixe – kamaboko), Ovos com gema um pouco mole, Broto de feijão e Alga wakame, ficam ótimos em conjunto.

Além disso, experimentamos o KARAAGUE (frango frito ao estilo japonês) que é bem crocante e saboroso, combina super bem se você for acompanhar com uma cerveja ou um chopp. Inclusive, eles estavam com promoção de Chopp em dobro no dia, outro motivo para você visitar a casa.

Pedimos a anchova grelhada com um leve toque de azeite trufado, que estava grelhada perfeitamente acompanhando um porção de arroz bem servida com missô temperado no estilo de Okinawa, missô que eu achei bem delicioso.

Para quem gosta de pratos saudáveis, a casa oferece algumas opções de POKE, aquele prato no estilo havaiano que está em alta por todo o Brasil.

O Chef criou a sua própria versão do ONSEN TAMAGO, ovo cozido lentamente que fica com a gema mole e costuma ser servido com um caldo bastante saboroso. Para os fãs de ovo, esse ovo é imperdível, ainda não provei, mas provarei com certeza na próxima oportunidade.

O Chef está desenvolvendo uma receita de TAN TAN MEN, é um prato de origem chinesa, com um estilo diferente do tradicional ramen japonês, mas vale a pena conhecer.

Não consegui provar ainda todos os pratos, mas recomendo visitar essa casa de Lamen principalmente se você mora ou trabalha na região do Itaim, Vila Olímpia em São Paulo.

O Chef Marcos Okazaki me enviou alguns pratos da casa para você conhecer o trabalho deles:

Na próxima visita vou provar o Onsen Tamago e o Okonomiyaki e atualizo esse post para você saberem o que eu achei. Um Katsu Karê também vai muito bom no frio, quem sabe também experimento o Karê deles.

Vantagens:
Custo/Benefício, para a região, o preço é acessível.
Fica muito próximo de outros locais bacanas, você pode comer um Lamen e depois ir para um barzinho na região.
Se você trabalha na região, o local é uma ótima opção para almoçar. Já trabalhei na região e sei como é difícil encontrar bons lugares no Itaim para almoçar e que sejam acessíveis.

Desvantagem:
Como fui à noite, não é muito fácil de estacionar na região.

Endereço: Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 777 – Itaim Bibi, São Paulo – SP

Curta o Facebook deles:
https://www.facebook.com/Mirai-Lamen-Itaim-Bibi-SP-968391310007757/

Sushi Tour SP episódio 4: Nosu

Oi pessoal, tudo bem?

Após um hiato considerável aqui no Gourmet San, voltarei a escrever! Principalmente porque fui pro Japão agora em Maio’18 e tenho muito a contar a vocês, inclusive estou considerando fazer um podcast sobre as dicas.

Mas o assunto hoje é continuar as reviews do Sushi Tour que fiz no final de 2017, indo nos principais restaurantes de SP num espaço de 3-4 dias, estava acompanhando um investidor do Rio de Janeiro.

Bom, nossa escolha 4 foi o Nosu, restaurante chefiado pelo EXCELENTE e cracásso de faca Regis Shiguematsu. Pra quem não sabe, foi ele quem prestou a consultoria técnica pro Nakka, que hoje é o sushibar mais badalado de São Paulo. Os traços e cortes do Régis são únicos e bem característicos pra quem tem bom olho.

Comecei com pra mim o que deveria estar em todos bares e botecos do Brasil: espetinho de shimeji com bacon! Se vocês nunca comeram isso não sabem o que está perdendo, os 2 ingredientes funcionam muito bem juntos. Vale lembrar que esses espetinhos são chamados de yakitoris e no Japão há restaurantes especializados nisso.

Depois pedimos um clássico da cidade, o carpaccio de salmão com raspas de limão e azeite trufado. Daria pra escrever um livro comparando todas variações da cidade que no final saem quase a mesma coisa, ahahaha. Mas não dá pra negar, é um prato muito gostoso e bem refrescante, o limão siciliano nasceu pro salmão e vice versa.

Aí meu amigo…AÍ pedimos o que vocês precisam pedir se forem ao Nosu, a sequência de sushis especiais! Como vocês podem ver abaixo, são 7 niguiris: atum maçaricado com pasta de umeboshi, barriga de salmão maçaricada, serra, lula, trufada, vieira, jo de codorna trufado, atum com foie gras. Todos sushi muito gostosos, eu diria que realmente é o ponto alto do sushibar. Vejam o formato do corte dos peixes, principalmente o salmão, é isso que digo sobre os cortes do Régis, vem mais no meu instagram (@gourmetsan).
Vejam só mais de perto o jô de ovo de codorna trufado: 

Após essa sequência, fomos pro complemento do almoço!

Duplinha de unagui:

Baterá misto de atum e salmão:

Sashimi de salmão trufado e chamuscado. Esse particularmente eu não gosto muito. Acho que fica um pedaço de salmão muito grosso e grande pra ficar com a textura do chamuscado, ele chega a ficar próximo de seco sabe? Fora que a parte de baixo fica ligeiramente crua, então fica uma confusão de sabores.


Esse gunkan sushi é famoso no restaurantes japonés highend da cidade, casar gema de ovo de codorna com ikura e uni. É gostoso, pra mim é neutro, sou um pouco mais purista. Acho que fica bom 2 elementos juntos, mas não esses 3.

Por final, uma combinação brasileira ótima e que funciona muito bem e que vocês podem fazer em casa: foie gras com lichia! A gordura do foie em contato com a textura e sabor da lichia traz uma suculência única, ahhaha, é estranhamento bom.E….de sobremesa, se eu me recordo bem, esse prato abaixo é um cheesecake de tofu! Olha só, ela mo cheesecake mas não gosto de tofu, mas estava muito bom, claro que o tofu não traz taaaaanto sabor assim, mas eu curti!
E vocês já foram no Nosu? Me contem o que acharam! 





Sushi Tour SP episódio 3: Hutô

Oi pessoal, hoje vamos dar prosseguimento ao Sushi Tour em São Paulo que fiz com alguns clientes do Gourmet San!

O 3o da lista foi o fantástico Hutô! Por quê fantástico? Vocês vão descobrir abaixo.

Antes de mais nada o Hutô é o único restaurante japonês em São Paulo que serve (1) sushis contemporâneos (modernos), (2) com foco em omakase (menu degustação) e (3) com um ambiente diferenciado. Essas 3 características juntas só acontecem no Hutô e se alguém quiser bater um papo sobre isso estou aberto, será uma conversa produtiva sobre pontos de vista.

Um ponto do Hutô que é preciso entender é que o público em geral está ali em ocasiões especiais: encontros, reuniões de datas comemorativas, aniversários etc etc. Ou seja, o próprio ambiente dele proporciona isso, então eu julgo uma informação importante para você não chegar lá de bermuda de surfe e camiseta furada, não vai pegar bem.

O cardápio é maravilhoso, com pratos que você só vê ali, ou seja, restaurante super original do começo ao fim. Porém  minha recomendação é: peça uma entrada para dividir e depois emende um menu degustação! Eles possuem 3 opções de menu degustação se não estou enganado, o mais básico já é suficiente para comer muitíssimo bem, consiste em 3-5 pratos + 8 sushis com os melhores do dia, o valor fica perto dos 200,00 eu acho, mas é uma refeição que vale!

C0mo estava esperando eles chegaram, pedi uma porção de edamame:

Mas logo que eles chegaram pedimos uma entrada, desnecessária em termos de comida na barriga, mas absolutamente deliciosa! Se trata de fatias de atum maçaricadas com ovo de codorna tempurá trufado e com ovas por cima, incrível!Logo depois iniciamos nosso menu degustação com um clássico do Huto e feito com perfeição. A versão maior do prato acima, mas sem o atum. Um meio ovo de codorna empanado, com azeite trufado e ovas de salmão. Juro, é maravilhoso!

 

Depois um prato lindo de ser ver e de comer, 3 fatias de atum selados com perfeição, acompanhando 2 molhos distintos.

 

Outro prato novo! Lula temperada com gema de ovo de codorna, prato surpreendente, gostei também

 

Um dupla de otras gratinadas, também com perfeição.

E como de praxe, pra finalizar antes dos sushis, um peixe grelhado, excelente.Agora vamos a o que interessa, os maravilhosos sushis que o Hutô serve.

Não vou nem comentar, apenas babem na sequência!

Pra mim o ponto alto foi o penúltimo sushi, que se trata de lagostim chamuscado com maneira trufada, absolutamente sensacional, coisa maluca mesmo. Eles fazem o sushi colocam uma colherzinha da manteiga temperada em cima e depois chamuscam, derretendo a manteiga e a fundindo ao lagostim. HUMMMMM… sushi campeão.

O Hutô é um restaurante único em São Paulo e eu recomendo muitíssimo a visita, não tem erro.

abraços

Gourmet Santour

Sushi Tour SP episódio 2: Nakka (Itaim)

Eae pessoal, hoje é o segundo capítulo do Sushi Tour que fiz em São Paulo.

Uns meses atrás eu fui contratado por um grupo de investidores/restauranteurs do Rio de Janeiro para guiá-los num tour em São Paulo pelos melhores restaurantes dentro de um perfil específico que eles buscavam: modernos e contemporâneos. Visitamos 5 restaurantes em 4 dias.

O segundo restaurante do tour foi o moderno/contemporâneo/pop/lotado Nakka. Já escrevi bastante sobre o Nakka em outras reviews, então não preciso me estender muito, certo? Mas resumindo, o Nakka deve ser o restaurante mais badalado do cenário paulistano. Com duas casas (Itaim e Jardins) o restaurante foco em ingredientes de alta qualidade e um cardápio com ingrediente de ponta.

Fomos no almoço e foi preciso chegar cedo, pois o balcão é disputadíssimo, mesmo pelos clientes que não conhecem muito de comida japonesa (lá tem bastante). Agora se preparem pois foi uma verdadeira feast.

Primeiro é preciso ressaltar que sem dúvida o balcão de sushi do Nakka é dos mais bonitos de São Paulo, a maneira que ele é montado, com o vidro, e ficando na altura dos clientes, permite que assistamos toda movimentação na montagem dos pratos.

Seguindo, começamos com uma das minhas principais recomendações se você for ao Nakka: o sashimi de barriga de salmão.

Eles são deliciosos, suculentos, bem temperados e bem servido. É uma maneira excelente de começar a refeição.

A seguir, um gosto pessoal, primeiro, eu adoro um tempurá bem feito, segundo, eu adoro shisô, e terceira, amo atum batido. Imagina só agora um shisoten de spicy tuna:

É simplesmente delicioso, fenomenal, eu comeria esse prato todos os dias da minha vida, hahaha. Pois é, se posso definir pra vocês, ele é crocante, salgadinho e o sabor de todos ingredientes combinam bem, sobretudo a textura do tempurá com o atum batido.

Depois, um clássico do Nakka também, o uraebitem especial, que nada mais é do que um enrolado de camarão empanado com salmão maçaricado em volta:Eu gosto bastante, ele é correto, não incrível como os pratos anteriores, porém vale pra dividir com alguém.

Agora começa a loucura, a sequência madness de nigiris do Nakka. Claro, a sequência que nós pedimos, pois o Nakka estrategicamente não possui nenhuma sequência nem combinados, assim os clientes pedem tudo nos dedos (provavelmente gastando muito mais).

O primeiro foi o estrondoso atum com foie gras.Ele é farto, já adianto, o sabor explode na boca, é até um pouco exagerado, poderia ser um pouco mais comedido, porém o restaurante serve o que o público quer e pronto. O público do Nakka paga por esses sushis, fim de assunto.

A seguir a dupla de sushis trufados vencedoras do Nakka, a lula (ika) e a vieira (hotate):Como vocês podem ver, seguem a linha do restaurante de sushis grandes e bem montados. Ambos sushis são maravilhosos e eu comeria uns 10. O única ponto negativo é que o tempero de cada um deles é exatamente igual e isso logisticamente pro restaurante até pode funcionar, porém os ingredientes pedem trabalhos distintos.

Seguindo, outro sushi que você DEVE pedir no Nakka, a enguia (unagui):Bom, preciso dizer que foi a primeira vez que eles serviram com essa mal cortada fatia de abacate por cima. Pra mim não teve nada a ver…Claro que nos EUA é comum servirem uramakis de enguia com avocado, mas não em niguiris, acho que foi um equivoco. De qualquer maneira, o sushi de enguia do Nakka é magnífico, sobretudo por que você come um pedaço significativo de enguia, é um dos maiores, se não o maior da cidade.

Bom, querem uma pausa? respirar fundo? Espero que tenham comido antes de ler esse post, hehehehe.

Seguindo firmes, uma duplinha clássica, tradicional e que tenho certeza que o público do restaurante não pede: ikura e uni.Ambos estavam corretos, nada a comentar.

Assim com os sushis a seguir, o jow de ovo de codorna trufado e a dupla de carapau.Só vale a pena citar que foi no Nakka que comi pela primeira vez esse jow e inclusive é onde ele é feito com mais esmeiro.

Vocês devem estar sentindo falta de salmão, certo? O Nakka possui um excelente sushi de barriga de salmão chamuscado. Vejam abaixo:
Infelizmente ultimamente eles tem temperado em excesso esse sushi, ficando muito salgado, eles precisam dosar um pouco mais na mão…

Seguindo onde o Nakka precisa trabalhar um pouco, segue abaixo os nigiris de Kobe beefNão sei por que eu insisto nesse sushi, talvez só pra pagar pra ver mesmo, pois o sushi de Kobe beef do Nakka parece mais um hamburguinho e falta sabor e textura, de todos pedidos, esse é o único No-Go que digo a vocês.

Depois de respirar e conversar muito, apenas para compararmos com o Kinoshita, pedimos um sashimi de Kobe beef:

Estava correto, nada demais também, eu tenho a impressão que o restaurante possui o ingrediente para satisfazer ao público que frequenta, sem desenvolver muito o prato.

O que é diferente do sashimi de salmão trufado, que foi como encerramos o almoço:

É um prato farto, esses pedaços de salmão são generosos e eles são muito bem maçaricados e temperados, recomendo que peçam também.

Bom, depois de comer tanto, saí rolando do restaurante e muitíssimo feliz. Mas mais importante que tudo isso, foi legal ver os pontos fortes e fracos do Nakka e ajuda meus clientes a entender o que é legal replicar e o que é bom evitar.

Abraços e até a próxima!

Gourmet San

Sushi Tour SP episódio 1: Kinoshita

Estou devendo a vocês…

Nesses últimos meses algumas outras atribuições do dia-a-dia tem me prevenido de escrever aqui, sobretudo as minhas tardes de domingo, que é quando geralmente sento e escrevo. Mas vou tentar retomar após as inúmeras mensagens que recebi.

Uns meses atrás eu fui contratado por um grupo de investidores/restauranteurs do Rio de Janeiro para guiá-los num tour em São Paulo pelos melhores restaurantes dentro de um perfil específico que eles buscavam: modernos e contemporâneos. Ou seja, os tradicionalistas que me perdoem (eu mesmo sou um), mas neste e nos episódios seguintes não encontrarão Shin Zushi nem Hamatyo nem Kansuke.

Nossa primeira parada foi devido ao nome e a fama: Kinoshita.

Era 4a a noite, liguei mais cedo pra saber se havia necessidade de reserva e disseram que não. Pois bem, os tempos áureos do Kinoshita passaram, tem de ficar de olho agora que o Murakami também saiu de lá. Vamos ver o que se sucede.

Cheguei poucos minutos mais cedo que o pessoal e sentei no balcão quente (também tem o balcão frio).

Foi um acerto pois antes de mais nada a cozinha do Kinoshita é das melhores, digo a aparelhagem, não faz barulho, não tem cheira de fritura, nada, os caras tem o creme de la creme lá.

Não tínhamos nem dúvida pedimos o omakase! Vale a pena dizer que hoje não há mais 3 opções mas sim apenas 1. Muito mais sensato em termos de logística pra cozinha.

Vale a pena dizer que o Kinoshita não mudou nada das ultimas 2x que eu já tinha ido, ou seja, maitre de primeira linha, especialista em sake, provavelmente todos falando japonês etc.

Vamos ver os pratos servidos?

Começamos com um shot de ostra:

Sendo bem honesto achei o prato fraco. O Aze Sushi possui um prato similar que se chama ovo perfeito que é muito melhor, mais equilibrado, mais Umamístico, hahaha.

A seguir, as vieiras vivas de Picinguaba/Ubatuba.

Prato lindo de ser ver e comer, leve, refrescante, mas vieiras muitos pequenas, poderiam ser maiorzinhas.

Agora, um prato clássico do Kinoshita, que eles servem desde o início, um carpaccio de salmão com flocos de tempurá e ovas.
Como sempre digo, é nos pratos simples que se vê a grandiosidade de um lugar e esse talvez seja um ótima exemplo. Essa combinação de salmão, flocos de tempurá e ovas é replicada geralmente em bateras em diversos restaurantes, mas nunca se saem também bem quanto esse. A Execução do Kinoshita é ótima e eu comeria uma tigela inteira.

A seguir um dos pratos mais fracos da noite, polvo e camarão.Sim, o prato foi apenas isso. O molhinho verde ali se me lembro bem era azeite com algum tempero, nada mais, nem faz sentido estar num omakase.

Continuando, um fan-favorite atual do cenário paulistano: atum com foie-gras.Apesar de ter sido uma porção mediana, o Kinoshita acerta em cheio na combinação do atum com o foie-gras. É muito comum em muitos restaurantes moderninhos de hoje tentar se ganhar o cliente com pedaços gigantescos de foie, o que é bom, mas muda um pouco o propósito.

Agora, juro, outro prato fraco do Omakase, os sashimis. Essa foto engana um pouco, os sashimis era minúsculos e não tinham absolutamente nada de especial. Nem o salmão era de brilhar os olhos. As fatias precisam ser mais generosas, cortes quadrados e grossos (estilo japonês).

Agora os nigiris, aqui o Kinoshita não erra, os sushis possuem um equilíbrio perfeito e tamanho ótimo.
O arroz é excepcional e o shoyu da casa acompanha bem todos sushis. Mas no mundo paulistano dos sushis o Kinoshita fica pra trás claramente.

Agora sim, começamos a falar: Kobe beef!Nós vimos esse Kobe beef ser feito num forninho especial em nossa frente, que aquece igualmente por cima e por baixo. Vimos o cubo de Kobe ficar pronto aos poucos e ser fatiado também na nossa frente, se mostrando perfeitamente ao ponto.

Estava perfeito, não tem o que dizer, nota 10!

Aproveitando o papo com o pessoal do balcão quente (que vou contar mais em breve), nos serviram também fatias de Kobe cru mas marinados se não me engano. Estavam bons também, mas não melhores que o de cima. Eu particularmente gostei também pois tinha um toque de gengibre muito gostoso.
Agora um dos reis da noite: um bowl com gohan, 2 tempuras de camarão e uma gema ao ponto perfeito de cremosidadeEsse prato e uma perfeição, comeria todos os dias, TODOS OS DIAS. O camarão crocante e saboroso, principalmente com o tarê por cima e o gohan. Antes de mais nada desmanchei a gema e misturei com tudo. Essa gema sai de um ovo que foi cozido lentamente no sous-vide por 20h a 43 graus celsius. A chefe até nos contou que chegou a errar uma leve inteira de ovos. Ela também contou que os ovos do Kinoshita chegam todos carimbados.

E pra finalizar uma sobremesa clássica, se não me engano, sorvete de canela e mochi.
Essa sobremesa não brilhou aos olhos também, o mochi não estava legal e foi difícil de comer.

Antes de ir para os finalmente da visita, vale lembra que o Kinoshita possui uma sala privativa para eventos e ocasiões especiais onde só é servido omakase, então se você possui um jatinho dá pra considerar (brincadeira, não, é serio, hahaha)

Bom, vamos lá. Por que o Kinoshita foi ótima pra visita do pessoal do Rio de Janeiro? Para eles verem o que é um restaurante que foco num público de alto padrão, seja em preço, serviço, ambiente, bairro, público etc. O Kinoshita preenche todas essas funções com esmero, apenas ficou pra trás com a concorrência da cidade nos últimos anos.

Sentar no balcão quente foi uma experiência excelente, repito, excelente. Os 3 cozinheiros gaijins (ocidentais) são ótimos de papo e puderam passar inúmero insights para o restaurante que o investidor busca abrir, inclusive em questões de networking foi fundamental, já que estágios entre restaurantes é normal.

Fiquem atentos para o próximo episódio desse tour que aconteceu em 3 dias!

Elite Sushi Delivery, uma reflexão sobre os sushi-delivery

Elite Sushi Delivery jow ovo de codorna

Um dos maiores segredos do universo é como fazer um sushi delivery que preste.

Apesar de ter comido já mais de uma dezena de sushis-delivery, sou honesto, não teve ainda um que tenha sido excepcional e que tenha chegado perto de algum restaurante japonês bom mesmo, ou um balcão daqueles que dar gosto.

Esse obstáculo eu não consigo detalhar ou apontar um causador único. Pode ser o preço dos sushi-delivery, mais caros que a melhor das pizzas e o melhor dos hambúrgueres. Pode ser porque a maioria das embalagens de sushi não fazem o trabalho direito e sempre chega algo revirado e desmontado, o que é mais triste.

No fundo, a realidade é que a arte do sushi é muito complexa para um delivery. Um shari bom (arroz e sushi temperado) é difícil, a montagem dos sushis é trabalhosa, o tempero é desafiador, todo conceito que envolve o sushi não favorece o delivery.

Mas em São Paulo, basta abrir o Ifood que vocês vê pelo menos 10 opções de sushi-delivery e eu já experimentei a maioria, alguns se saem melhor que outros, é verdade, mas tem muito desastre.

Hoje vamos falar  do Elite Sushi, um delivery de comida japonesa super novo. Quando abri o cardápio porém uma notícia boa/ruim. Vou explicar. Vi ali muitos sushis que eu já conhecia de outros sushis delivery, como o SushiChic e o Nayoro. Aliás, sushis que não foram inventados por nenhum deles, mas sim por outros.

Bom, me sentindo em casa, fiz uma seleção de sushis que me interessava. A entrega foi rápida e o preço era um pouco mais convidativos que os outros deliveries. Vejam minha seleção:

Elite Sushi Delivery

Agora mais de perto:Elite Sushi Delivery

Como vocês podem ver, aí em cima tem hot roll, jow de salmão com ikura, sushi de vieira, sushi de camarão panado, uramaki de salmão trufado, e jow de ovo de codorna trufado.

Todos os sushis estavam ok, corretos, não estavam ruins, mas também não estavam bons. É uma ótima opção para quem quer começar a conhecer os sushis contemporâneos de São Paulo sem sair de casa e sem gastar muito.

Porém os mesmos sushis estavam aquém do real potencial dos ingredientes, por exemplo, a vieira precisa ser degustada geladinha e o jow de ovo de codorna, precisa explodir na sua boca.

Elite Sushi Delivery jow ovo de codorna

Mas o delivery não permite isso, a vieira naturalmente perde (ou ganha?) sua temperatura e o ovo de codorna termina de cozinhar no caminho.

Resumindo, a intenção é muito válida, mas precisa de ajustes muito técnicos, que vão além de juntar ingredientes. O Elite Sushi está num caminho já trilhado por alguns sushi-delivery, mas é um caminho muito desafiador, será que vale a essa briga com o ingrediente ou escolher um caminho alternativo?

E vocês já pediram sushi do Elite Sushi? Me contem como foi!

Abraços

Gourmet San