Bueno, aquela refeição que te abraça por dentro

Izakaya Bueno restaurante japonês tonkatsu kare

Tinha um restaurante que estava na minha lista há muito tempo: Bueno!

Se não me engano os donos do Bueno são da escola do sumô, isso mesmo sumô:

Izakaya Bueno restaurante japonês sumô

O Bueno fica na Alameda Santos, 835, São Paulo, Tel (11) 2386-8035, e ele é basicamente um izakaya (boteco japonês), e é dos bons!  

Ele não é chamativo, uma porta de madeira que corre e pequenas frestas de vidro que iluminam bem o ambiente. Já do lado de dentro o ambiente é mais colorido e um grande balcão vermelho, onde recomendo sentarem. Ah! E Além disso, uma placa importante, em alto e bom som:

Izakaya Bueno restaurante japonês

Isso ae, não se confundam, pois a casa é de pratos quentes, saboreei-se com eles, não vai se decepcionar.

Eu estava sozinho, 6a feira chuvosa e fria em São Paulo, sentei logo ao balcão.

Sempre que vou uma primeira vez num restaurante eu exagero para poder experimentar mais do que o normal. Foi o que eu fiz. Mandei uma refeição digna de sumô (ou não, haha): karaage (uns 15 reais a porção de 5) e um tokatsu karê (uns 39 reais com saladinha e misoshiru)!

Pra quem não sabe, karaage nada mais é do que frango frito e tonkatsu karê, se você me seguem já sabem que sou fã, caldo de curry japonês com legumes e um lombo de porco empanado.

O Karaage chegou primeiro, confesso que fui um verdade newbie, nunca tinha comido, e, pasmem, eu não sabia que era desossado, eu tinha a impressão que era como um frango a passarinho, engano meu, é 10x melhor. Mais bem temperado, mais macio, mais suculento, enfim, tudo de bom, babem:

Izakaya Bueno restaurante japonês karaage

Babem de novo, serviram com um molhinho agridoce um pouco apimentado:

Izakaya Bueno restaurante japonês karaage

Depois chegou meu tokatsu karê, maravilhoso e com um aspecto que eu prezo muito, o equilíbrio de ingredientes. Cheguei ao final da última colherada ainda com uma fatia de tonkatsu, gohan e karê.

Sobre o prato em si, o tudo perfeito, o karê apimentado no ponto certo, espessura certa e o tonkatsu sem perder o empanado, o que aconteceu já em alguns lugares que comi.

Izakaya Bueno restaurante japonês tonkatsu kare

Por fim, toda essa fartura saiu por volta de 60 reais, ótimo preço, melhor ainda custo-benefício!

Já foi ao Bueno? Me passem recomendações, to louco pra voltar!

abs

Gourmet San

JoJo Ramen: Lamen de Tóquio em São Paulo

Jo Jo Ramen, vale a pena tanta espera?

Aqui é o Marcelo Asamura da loja Konbini Produtos Orientais e a avaliação de hoje é muito relevante para quem ama um bom Lamen.

Bom, o JoJo Ramen dispensa apresentações, pois para aqueles aficionados por esse macarrão com caldo e toppings maravilhosos, o JoJo é um must, ou seja, se você não foi até agora, está perdendo tempo.

E por ironia do destino ou não, o JoJo Ramen fica perto de casa e eu consigo reservar mesa pelo aplicativo e chegar na minha vez em pouco tempo. Que maravilha!

Se você não sabe nada sobre Lamen, dá uma lida neste trecho sobre o Lamen que você encontra no site do JoJo Ramen:

O Ramen:

Idealizado e preparado como uma forma de arte, o Ramen se tornou um símbolo da cultura de comida japonesa recente, sendo reconhecido como “Japanese Soul Food” e viajando por todo o mundo devido ao seu sabor único e formato mínimo. O JoJo está empenhado em trazer para São Paulo não só o sabor original, mas também todas as tradições e entusiasmo por trás das raízes do verdadeiro ramen.

Não há atalhos na preparação ramen, cada passo conta para o sabor original. O que está por trás de nossos produtos são horas de preparação do caldo, produção in house do noodle e uma preparação cuidadosa de cada topping e tare (tempero). O JoJo traz os chefs do Jiraigen, uma das mais tradicionais casas de ramen em Tóquio e cujo o dono é reconhecido como uma das lendas do ramen, para implementação dessa cultura.

O Ramen é composto de quatro componentes essenciais: o caldo, o noodle, os toppings, e o tare (tempero).

Vamos começar, imagina você chegar numa casa pequena no Paraíso, perto do Shopping Paulista para você ter um ponto de referência e se deparar com uma fila Enorme. ENORME MESMO!

Pois é, você está em frente ao Jo Jo, mais de 2 a 3 horas de fila nos dias mais lotados e com esse friozinho que continua fazendo em São Paulo, não tem erro, o Ramen é a combinação ideal.

 O lugar é pequeno, mas a fila apesar de ENORME é bem organizada, tem um sistema de espera e você pode dar uma volta na região e depois voltar só na hora que for a sua vez. Só isso, já me deixou bem mais aliviado, pois a pior coisa do mundo é você esperar numa fila pra sempre. Isso, eu acho que ninguém gosta.

Eu realmente acredito que fila só dá certo para lugares “excelentes” e o Jo Jo Ramen está muito perto disso. Ninguém gosta de esperar muito por algo que é mais ou menos, não é mesmo? Portanto, valeu a pena a minha espera!

Se você não é fã de filas, esse lugar, infelizmente não é para você.

Demorei para publicar esse post, pois fui 3 vezes ao Jojo Lamen e queria experimentar os outros Lamens.

Só não experimentei o Tsukemen que me parece delicioso, mas não é quente. E todos os dias estava muito FRIO! Ideal para um Lamen bem QUENTE.

Então, vamos ao que interessa: O LAMEN.

Shoyu Lamen = Lamen com Shoyu. Esse Lamen é bem saboroso, tem um caldo mais encorpado com o molho de soja. Gostei bastante.

Sobre os ingredientes: alga bem saborosa e crocante; Menma que é uma conserva de broto de bambu que é bem gostosa, o ovo não é dos meus favoritos (gostei mais do ovo do Momo Lamen), mas é diferente, o macarrão Lamen é bem consistente e delicioso. E o mais importante, o Tyashu (panceta de porco) é muito saboroso, pois eles passam a carne na grelha de carvão. O aroma que vem quando você recebe o Lamen na mesa é indescritível!

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Shio Lamen = Lamen com Sal. Esse Lamen é bem saboroso, mas é simples, você já deve conhecer um pouco o sabor, pois a característica dele é o sabor de caldo de frango. Muito bom e leve, mas não é tão diferenciado quanto os outros.

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Missô Lamen: Lamen incrível , pois o sabor é mais intenso e o missô (pasta de soja) é muito diferente do missô nacional, é menos salgado e tem adição de tutano de boi. Deixa o caldo bem encorpado e realmente é um tipo de Lamen que você não encontra em outros lugares.

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Deixo o melhor Lamen, na minha opinião, por último: JO JO KARA MISSÔ LAMEN.

É a versão apimentado do Missô Lamen, é simplesmente delicioso. E como eu gosto de pratos picantes, pra mim, no frio que estava em São Paulo, fez toda a diferença. Esse foi o primeiro Lamen que eu provei, só queria que fosse ainda mais apimentado, deve ser porque eu já provei Lamen Coreano (extremamente apimentados). No entanto, acho que para a maioria das pessoas, está numa picância adequada. Não faço questão que seja super apimentado, mas faz falta um pimenta a mais.

obs: para quem não é muito fã de missô pode ser um pouco enjoativo. Para quem gosta, é um prato excelente.

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Opções de Aperitivos/Entradas:

O meu favorito é o Karaague: franquinho frito ao estilo japonês.
Ele vem com um molho de maionese com ovo e acompanha repolho.

É bem crocante por fora, suculento por dentro e bem temperado. Recomendo.

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Tsukudani: é uma conserva de alga kombu com shitake e katsuso, todos ingredientes têm muito Umami.
É bem gostoso para quem é fã de temperos japoneses, mas não é para todo mundo. Na dúvida, experimente ou evite se acha que não vai gostar!

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Logo do Jojo Lamen:

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Cardápio do Jojo Lamen:

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Acomodações:

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Banheiro exclusivo com Washlet importado do Japão da TOTO BRASIL.
O Washlet é um assento sanitário de alta tecnologia que tem assento que esquenta, como vários fluxos de limpeza e com um console com botões ao lado como você pode ver nas fotos abaixo. Quanto estive no Japão, no frio, realmente fazia um grande diferença e por tem jatos de água é mais higiênico.

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O que acharam?

Verifiquem os dias que com menos fila para não esperar muito.
O sistema de espera na fila funciona, então, você pode dar uma volta na região, passar no Shopping Paulista se for o caso e voltar para a fila quando chegar na sua vez.

Endereço:
R. Dr. Rafael de Barros, 262.
Paraíso, São Paulo – SP
CEP: 04003-041

Kawa Sushi Jardins – a indicação que faltava na minha lista

Oi gente, tudo bom?

A pergunta que eu mais respondo no meu dia-a-dia são indicações de rodízios para meus amigos e conhecidos. Apesar de eu preferir restaurantes tradicionais a la carte, não há como negar, a paixão do brasileiro (pelo menos o paulistano) é o rodízio.

Mas o paulistano não está mais satisfeito com os rodízios baratos, isso tanto é uma verdade que o número de restaurante que oferecem o all-you-can-eat está cada vez menor. Hoje é difícil você ouvir alguém falar que vai com frequência num rodízio de 40-50 reais. As pessoas que gostam de rodízio fizeram suas escolhas nos últimos anos e se apegaram a elas. Os escolhidos da cidade são os famosos Aoyama e Mori Ohta, o 2o escalão é bem variado então fica difícil citar, apesar de eu ter minhas preferências.

Mas voltando ao assunto do dia, descobri um novo restaurante com rodízio e que é EXCELENTE, o Kawa! Mas atenção, o Kawa tem 2 restaurantes, o do Brooklyn (região da Berrini) e o do Jardins, e eles tem propostas totalmente diferentes. O Kawa da Berrini tem como foco 100% o público do almoço que busca um sushi rápido, nada mais, então as vezes o resultado é um pouco insatisfatório. Já o Kawa dos Jardins o papo é outro e é desse que vou falar hoje.

O Kawa Jardins fica localizado na Al. Lorena, 300 – Jardins, tel: (11) 3057-1582, fica a dica, fica pra lá da 9 de Julho, pro lado mais Paraíso. Para estacionar é bem tranquilo, eles tem valet, mas eu parei o carro por conta própria na rua pois a região, já mais distante do burburinho incessante da Oscar Freire, facilita a tarefa.

Quando entrei no restaurante percebi que alo o papo era outro, ambiente super bonito e amplo, bem alinhado com o nível do Aoyama e o Mori Ohta. O restaurante possui 2 opções de rodízio com o mesmo preço (uns 70 e poucos reais), uma opção “normal” e outra “gourmet” que oferece sushis mais diferentes. Ah o foco do Kawa é servir na mesa, então não há balcão.

As opções são bem variadas e consegui provar quase tudo! Vejam abaixo:

Tudo coisa boa e muito bem feita! Realmente fiquei impressionado como eu nunca tinha ido lá antes. Na verdade eu sei por que eu nunca fui, pois tive uma impressão não tão boa do Kawa da Berrini.

Logo de início gostei muito de ver 4 tipos de carpaccio para serem servidos: salmão, atum, polvo e peixe branco. E como sempre digo que deve ser, cada um deles com um tempero e molho diferente. Claro que não deve ser toda noite que eles conseguem ter essa variedade, mas gostei muito do que vi e comi.

Dificilmente como algo inédito num rodízio, mas dessa vez comi a famosa lula com recheio de shimeji que só vejo em restaurante a la carte. Adorei a idéia de oferecer no rodízio, claro que não estava primorosa, mas me surpreendeu.

No rodízio do Kawa você também encontra ingredientes que nenhum outro oferece, como vieira, peixes defumados e sushi com ovo de codorna. Os sushis são de um tamanho médio pra pequeno pois segundo eles mesmo o foco é que os clientes comam variedade. Outro fator que me agradou muito foi que tudo estava muito bem montado e servido, vejam os carpaccios, por exemplo, ou o prato com os niguiris.

Para finalizar, o Kawa não tem combinados ou sushis pré-feitos, como é de praxe em rodízios, eles fazem tudo na HORA! Eles só precisam ficar bem atentos nessa diferença grande de padrão entre o Kawa Berrini e o do Jardins, eu mesmo vejo isso como um enorme desafio administrativo e de cunho mídia, afinal, como lidar?

O Okawa já se tornou um dos meus rodízios favoritos, e eu o colocaria na minha lista de melhores rodízios. Aliás, assim que eu montar o meu ranking de rodízios, ele estará nas cabeças.

E vocês já foram lá?

Abraços

Gourmet San

Café da manhã Japonês no Hotel Intercontinental

Oi gente, tudo bom?

Hoje um post bem diferente aqui no Gourmet San, visitei o Hotel Intercontinental, localizado na Al. Santos, 1123, Tel:(11) 3179-2600para experimentar o café da manhã japonês que eles oferecem a seus hóspedes, e claro, a quem quiser ir lá fazer esse programa que sabemos que é comum em São Paulo, sair de casa para tomar deliciosos cafés-da-manhã que a cidade oferece.

Fui convidado por uma hiper-mega-especialista na cultura e gastronomia japonesa, a Katia Miyada, mas além disso, ela manja mais ainda é de como recepcionar bem o público japonês que se hospeda no Hotel Intercontinental. Com 14 anos de experiência no atendimento ao público japonês no ramo da hotelaria, trabalhando como gerente de vendas internacional, a Katia coleciona hoje um leque de habilidades e conhecimentos que poucos possuem como ela: como agradar um público que se atenta aos mínimos detalhes. Obviamente a Katia fala japonês e já foi ao Japão inúmeras vezes.

Falando um pouco mais desses detalhes, quem conhece um pouco da cultura japonesa sabe que eles prezam muito pela tradição e pela maneira “correta”, ou entendida como “tradicional” de fazer as coisas, e que caso seja feito diferente, já cai bastante no conceito e, pode até ser encarada como falta de respeito.

Pois bem, no café-da-manhã do Hotel Intercontinental é isso que você encontra, respeito ao gosto e a tradição japonesa. Antes de mais nada vale dizer que o café da manhã não é inteiro japonês, não é isso, há o café tradicional, tão maravilhoso quanto você pode imaginar (pães, ovos, bacon, frutas, café com leite) e também há uma estação com as opções japonesas. Deem uma olhada na estação especial:

O público ocidental pode achar estranho, mas os japoneses tem um café da manhã bem diferente do nosso. Você encontra gohan, peixe grelhado (salmão no caso), tamagoyaki, condimentos como pepino, conserva de shimeji, missoshiro, natto, nabo etc. Mas o importante aqui não é a oferta, de verdade, mas sim a qualidade, ela é extraordinária, digna dos melhores restaurantes japoneses da cidade, e como vocês podem ter certeza disso? Primeiro o crivo da Katia e segundo a aprovação dos hóspedes orientais.

Vejam abaixo o tamagoyaki e o salmão que peguei para mim:

E também as conservas:

Agora falando justamente da qualidade, vamos lá, o gohan é incrível, a Katia importa o arroz que mais se adequa ao paladar japonês. O salmão grelhado, eu juro, fiquei com um pé atrás quando vi, mas ele estava molhadinho, suculento e saboroso. O tamagoyaki super amarelinho (ou seja, não queimado) e macio. A conserva de shimeji então, quero mais!! Ela é importada, sendo exatamente como os japoneses comem por lá. Aliás, se você gosta das conservas, o café da manhã tem uma boa oferta:

Além disso, outros detalhes incríveis. O missoshiro é feito com missô importado também (que você encontra na Liberdade) e é o melhor que já comi em São Paulo, na verdade acho que empata com os melhores dos restaurantes mais tradicionais. O shoyu é Kikkoman. E o natto (soja fermentada) é oferecido num recipiente fechado especial, acompanhando os temperos especiais a serem misturados pelo cliente a seu gosto, confiram:

Vocês devem estar se perguntando, nossa, mas tudo isso? É necessário? Sim! Pensem que o público do Hotel Intercontinental é o público AAA que vem do Japão, CEOs, presidentes e VIPs que estão acostumados com o que tem de melhor lá no Japão e pasmem, eles aprovam o excelente café da manhã organizada pela Kátia e pelo hotel.

E não fica só na estação japonesa, eles possuem na parte de bebidas os famosos Yakult e Taffman, que os japoneses também adoram. Ah e falando em bebida, é claro que eles não esqueceram do chá verde, não é mesmo? Usando palavras da própria Katia: “chá verde nós fazemos na hora, se não fica oxidado e o gosto fica ruim”. Estão vendo? É esse o nível de atenção aos detalhes!

A caráter de curiosidade, pedi para ver os produtos importados que eles usam para o excelente café-da-manhã (com direito a nori crocante):

E só para finalizar esse trabalho exemplar do Hotel Intercontinental e da Katia com os hóspedes japoneses, ela me mostrou que eles oferecem também um tablet com o jornal japonês com a edição do dia para os hóspedes, quer hospitalidade melhor do que essa?

Abraços e esperam que tenham gostado da review o tanto que eu gostei de conhecer esse incrível café da manhã, acompanhado de todo conhecimento que a Katia me passou!

Estou louco para voltar! Recomendo a todos como opção de passeio em São Paulo um dia ir tomar um café da manhã lá no Continental.

Abraços

Gourmet San

Tonaktsu kare no Yakitori Mizusaka

Eae gente, tudo bom?

O Yakitori Mizusaka era um restaurante que eu frequentava muito uns anos atrás. Trabalhava na Av. Paulista e aproveitava muito esse tradicionalíssimo restaurante japonês que serve teishokus excelentes e para todos os gostos.

Se você ainda não foi ao restaurante, recomendo que leia minhas reviews anteriores que são de alguns anos e representam a essência do lugar, o teishoku e anchova grelhada e o de salmão, ambos muito bons mesmo. O próprio dono do restaurante tempera os filés de peixe, enfia os espetos de metal e os coloca na churrasqueira (sim isso mesmo!) bem na sua frente, isso se você se sentar no balcão no térreo, o que eu recomendo muito!

Bom, depois de uns bons anos, retornei ao Yakitori, pouca coisa mudou, as flâmulas do SPFC e uma foto do Rogério Ceni ainda estão perto do caixa, a televisão continua no canal japonês, o dono do restaurante a frente do balcão mas dessa vez acho que era o filho do casal no caixa.

Como estou na missão do “rolê do karê” pedi o tonkatsu karê! O preço do prato se nao me engano sai por uns 38 reais.

O dono do restaurante  separou na minha frente um filé de porco, temperou e bateu nele (do jeito que mãe bate em bife para amaciar a carne). Como de praxe o restaurante servia as saladinhas e otoshi abaixo:

Na parte de cima alguns vegetais cozidos beeeem japoneses, não soube nem identificar alguns deles. Na parte de baixo uma clássica saladinha de alface. Mas o destaque fica pra essa pastinha marronzinha perto da alface, que é a base de misso, simplesmente delicioso! Molhos a base de misso aliás é uma arte a parte.

Seguindo, me serviram também uma saladinha de shimeji com momiji oroshi, que é nabo ralado misturado com pimenta. Estava excelente também. Aliás o Yakitori Mizusaka é mestre em quantidade, as porções são sempre perfeitas para você matar sua fome sem sair cheio.

Pronto, chegou a hora, meu tonkatsu karê chegou!!

Me animou bastante a cor do kare logo de cara. Bem mais escuro que o usual, achei que estaria mais apimentado, mas não. Assim sendo, a cor mais escura definitivamente veio do modo de preparo com a mistura de alguma carne e vegetais. O sabor do karê estava bom, mas só, esperava mais.

Indo para o segundo elemento, o gohan, estava bem preparadinho mas veio numa quantidade descomunal, para vocês terem uma idéia sobrou metade no prato, me senti um pouco mal, porém a quantidade de karê e tonkatsu não é suficiente para comer o gohan todo. Recomendo ao restaurante diminuir um pouco o gohan e aumentar o kare e o tonkatsu.

Agora o terceiro elemento, o filé de porco a milanesa! Casquinha super crocante, porém parou por aí, infelizmente. A casquinha estava descolando da carne e o filé estava um pouco duro. Sendo bem sincero não gostei mesmo.

Acompanhando o prato veio um delicioso e bem amarelinho tamagoyaki com um bolinho de carne e esse outro vegetal que parece bandana agridoce que espero que meus amigos leitores me ajudem a identificar:

Como considerações finais, acho que o Yakitori Mizusaka possui um tonkatsu karê fraco. Porco a milanesa mal preparado e quantidade de gohan, karê e porco desproporcionais. Não acho que seja um pecado enorme desse restaurante, afinal não é o foco deles e isso ficou mais claro ainda.

Se for ao Yakitori Mizusaka, foque no clássica deles, os teishokus que saem da churrasqueira =)

Abraços

Gourmet San

Os melhores de SP em 6 semanas epi 6: Shin Zushi

Olá a todos,

Depois de um atraso de quase 1 mês conseguimos finalizar a lista dos melhores restaurantes japoneses de São Paulo. Hoje é o sexto e último episódio de uma série especial, todo domingo a noite, tivemos um post inédito sobre um restaurante japonês top de São Paulo e seu menu degustação (omakasse).

As visitas foram feitas por um enviado especial do Gourmet San, o Will, um colega fanático por comida japonesa e que visitou apenas as indicações dos melhores! Foi assim, através de indicações minhas e uma pré-lista dele que se deu início a o que talvez tenha sido uma das maiores sagas de restaurantes japoneses, ele percorreu os melhores restaurantes japoneses seguidos, um por semana! Então ele tem a visão única do atual estado dos melhores!

Para fechar com chave de ouro, nada melhor que um dos mais tradicionais restaurantes da cidade, o Shin Zushi, chamado carinhosamente de Shin. Eu já tive oportunidade de visitá-lo, num jantar tranquilo entre amigos, onde você pode ler aqui. Ele fica localizado na R. Afonso de Freitas,169, no bairro do Paraíso, tel 11 3889-8700.

O Shin tem história viu, se tem! Só para vocês terem uma idéia, eles possuem como se fosse um convênio ou intercâmbio com um restaurante no Japão que eles chamam como se fosse a matriz de todos. Do Shin e desse intercâmbio já participaram o Edson Yamashita (Aze Sushi) e o Egashira Keisuke (Sushi Kan), então o negócio é sério, rs. Hoje quem está a frente do balcão da casa é o Ken Mizumoto (primo do Edson) e seu irmão Nobu.

Com toda essa história um ponto vocês já devem imaginar, o Shin não cobra barato, aliás ele é bem carinho. Claro que na lista desses melhores de SP, nenhum restaurante é barato, mas talvez o Shin seja dos mais salgados. Em geral a impressão dos clientes é mista, alguns acham o local magnífico e justo e outros o acham insanamente caro. É entre essas e outras que o famoso blogueiro paulistano cult-undergroun JB (boteco do JB) fez uma crítica ferrenha ao restaurante recentemente que recomendo que todos leiam com pensamento crítico, afinal ele não tem papas nas línguas.

A visita de hoje não foi feita por mim, assim como as outras dessa série especial também não. Elas foram feitas pelo Will, então vamos as considerações dele, mas antes disso, as fotos é claro. Já digo vejam todas, elas são magníficas, os sushis e pratos servidos realmente são incríveis!

Muito bom né? Digo novamente: Muito Bom! Claro que por 250 pilas, tem de ser muito bom mesmo!

Segundo o Wil os ingredientes são dos melhores e a vantagem de se pedir o omakase é que vão te servir sempre o melhor que a casa possui, então a possibilidade do tiro ser certeiro é grande. Somado a isso a vantagem é que o omakase provavelmente sempre será diferente, o que te permite voltar lá outras vezes.

Alguns pratos foram inéditos, como o excelentíssimo tempurá de milho (que Will disse que repetiria infinitas vezes), cabeça de polvo empanada e variações de ostras. A impressão que ficou é que o Shin Zushi caminha no meio termo entre o super tradicional Sushi Kan e a nova geração de restaurantes da cidade (Nakka, Geiko San, Aya etc).

O ponto fraco apontado pelo Will é que o processo do omakase é um pouco demorado (perto de 2h), o que faz com que o restaurante fique cheio e demore um pouco mais ainda. Se formos comparar com o Sushi Kan, o Egashira é uma máquina, pois serve o omakasse em 45min (ok que o Sushi Kan é super pequeno). Outro ponto baixo é evitar ir no começo do ano onde os fornecedores ainda estão fechados ou em marcha lenta e s disponibilidade de ingredientes não está no pico.

Will foi enfático sobre o tako (polvo), disse que é incrivelmente macio, aliás, comentamos que a receita de tako da família Aze-Kan-Shin deve ser a melhor da cidade mesmo, pois todos fazem polvo melhor do que todos os outros restaurantes juntos. Os molhos também foram um ponto alto da noite, todos combinavam e elevavam os pratos.

Bom, é isso, Will posicionou o omakasse do Shin Zushi como o segundo melhor da cidade, só atrás do Sushi Kan e disse que realmente o lugar é carinho.

Falando em preço “carinho”, vamos falar sobre a review do boteco do JB? O post dele, muito bem escrito como sempre, transparecem uma realidade complicada do Shin Zushi, uma possível incompatibilidade entre o preço cobrado e o servido, mas o que acontece é que o restaurante é caro mesmo e no sistema de omakase não tem jeito, um dia você vai comer toro de blue fin e no outro chutoro de atum bati, a partir daí cabe ao restaurante querer ajustar os preços ou não.

Esse assunto todo é polêmico e prometo um post especial analisando a realidade foodie-gourmezística-instagramzística da cidade em breve, se escrevesse aqui seria encher lingüiça no lugar errado.

abraços!

Gourmet San

 

Sushi Cake! Novidade da Sweet Sushi!

Olá a todos,

Além de vocês que sempre me mandam novidades, meus amigos e familiares sempre comentam comigo suas experiências em restaurantes, pedem dicas ou falam para combinarmos de ir a algum sushi ou fazer em casa. Ou seja, estou sempre cercado por informações de comida japonesa por todos os cantos!

Desta maneira, novidades batem a minha porta sempre! Desta vez foi algo que eu já tinha visto por aí “nas internets”, mas nunca tinha nem pensado que iria provar. Estou falando de sushicake (bolos de sushis), ou de sushis em formato de bolo!

Antes que vocês comecem a torcer ou nariz ou fazer cara feia, podem parar, isso já existe faz um bom tempo no exterior e grandes chefes já aprovaram, como o Morimoto (que foi um Iron Chef original), e é um dos maiores nomes da culinária japonesa do mundo.

Vocês então devem estar se perguntando: “mas então Gourmet San, nos diga, é bom? onde? quanto? como??”

Ok, vamos lá! Aqui em São Paulo temos uma empresa pioneira em sushi cakes (sushis em formato de bolo) que é a Sweet Sushi! Eles acabaram de começar as operações e já estão fazendo sucesso! Claro que fiquei sabendo rapidamente deles e fiz questão de ver qual que é a desse sushi em formato de bolo!

Por enquanto eles não possuem site, mas possuem uma fanpage no facebook e aceitam pedidos por lá, por email (sweetsushisp@gmail.com) ou telefone (11 95874-5248). Achei que eles estariam sem movimento, afinal acabaram de abrir, mas a coisa ta indo bem aparentemente, pois fiz um pedido correndo em cima no dia 23/12 e eles só puderem me enviar no dia 24/12 depois do almoço. Ou seja, programem-se, caso queiram provar um bolo de sushi no jantar, peçam no horário do almoço. Os bolos não estão prontos, como estamos falando de sushi

Eu pedi 2 bolos de tamanho P, que servem 2-3 pessoas e custam 70 reais cada um, ou seja, mais ou menos de 25-35 reais por pessoa, bem menos do que qualquer rodízio de comida japonesa! Bom, vamos ver se vale a pena abaixo?

Sushicake 1: Sweet & Spicy

Sushicake de salmão com raspas de limão, avocado e mais alguns ingredientes que não consegui decifrar. Para cortar é bem fácil, aliás muito mais do que um bolo normal, pois o arroz cede bem mas como o bolo é bem montado, ele não desmonta em nenhum momento.

O sabor desse sushicake é excelente! Ele traz a combinação de salmão com raspas de limão, que é classicamente conhecida e funciona muitíssimo bem. Além disso, o avocado (abacate) trabalha super bem e vale lembrar que ele é ingrediente comum na culinária japonesa nos EUA. Infelizmente os abacates estavam um pouquinho desformes, isso é por que não eram avocados.

Vejam abaixo o bolo de outro ângulo.

Pois é, dá pra ver que vai bastante salmão, não é um bolo de arroz. Para melhorar ainda mais esse bolo é só colocar um pouquinho de shoyu ou tarê, e foi o que eu fiz! Agora vamos ao  outro bolo!

Sushicake 2: Salmão Sweet & Frutas

Bonito né? Esse é um sushicake muito mais complexo, ele leva diversas frutas como morango, cerejas, amoras, manga além do avocado e essas foram a que percebi. Sendo bem sincero, foi um pouco fruta demais, mas estava gostoso também, apesar de eu ter preferido o sushicake anterior. Quando cortei o bolo percebi que tinha muito mais ainda, vejam abaixo.

Dentre os ingredientes ainda percebi o gergelim e filamentos de algum vegetal (talvez cebolinha e alga-nori). Diferente do outro, esse não acrescentei nem shoyu ou molho tarê, mas acho que caberia muito bem também. Vale a pena comentar que as frutas selecionadas combinam bem com o salmão e o arroz adocicado, então tudo caminha bem.

Mas vamos lá, é necessário fazer uma análise mais ampla do conceito desses sushicakes e não apenas dos sabores de cada um. Isso é muito importante pois a todos que mostrei o sushicake acharam estranho a primeira vista, com preconceito obviamente, mas depois de provarem a coisa mudou, davam uma risadinha e diziam: “não é que funciona mesmo? gostoso heim!”

Os sushicakes ou bolos de sushis, vão mais para o lado dos sushis do que de bolos, então não pense em algo como um pão-de-ló, suspiro e salmão e sim como um sushi grande com um trabalho especial. Para ser mais preciso ainda, eu diria que se trata de uma versão maior e mais bem elaborada dos bateras, famosos sushis prensados.

O sabor também não é algo super doce como os bolos normais, mas ele segue a linha de sushis agridoces que temos hoje em dia, portanto se trata de uma versão maior de sushis.

A Sweet Sushi possui diversas opções em seu cardápio, inclusive opções servidas em copos, vale a pena conferir, eu gostei muito da novidade!

Abraços

Gourmet San

Os melhores de SP em 6 semanas epi 5: Sushi Kan

Olá a todos,

Hoje é o quinto episódio de uma série especial, todo domingo a noite, um post inédito sobre um restaurante japonês top de São Paulo e seu menu degustação (omakasse).

As visitas foram feitas por um enviado especial do Gourmet San, o Will, um colega fanático por comida japonesa e que visitou  apenas as indicações dos melhores! Foi assim, através de indicações minhas e uma pré-lista dele que se deu início a o que talvez tenha sido uma das maiores sagas de restaurantes japoneses, ele percorreu os melhores restaurantes japoneses seguidos, um por semana! Então ele tem a visão única do atual estado dos melhores! 

Will visitou um restaurante que eu já havia visitado antes, o Sushi Kan! É o restaurante japonês mais aclamado da atualidade, ganhando os últimos prêmios de melhor restaurante japonês antes ocupado por Kinoshita e Jun Sakamoto. O Sushi Kan está instalado no lugar do tradicionalíssimo Hisa, que infelizmente fechou, mas que servia comida japonesa da mais clássica. 

Seguindo o modelo dos últimos posts dessa sequência especial, segue as fotos abaixo do omakasse de pratos frios do Sushi Kan, servidos pelo mestre Egashira San:

 

 

Incríveis, não? Convido vocês a tirar um tempo e clicar em cada foto para ver com zoom! Vejam que cortes incríveis o Egashira faz, são cortes que nunca vi em nenhum dos mais de 100 restaurantes que já visitei. Pronto, babaram um pouco? Vamos falar agora da experiência do Will!

É imprescindível fazer reserva, então faça! Você pode até tentar a sorte, mas te garanto que não será uma experiência tão bacana pois você se sentirá pressionado a comer rápido!O ambiente é muito bonito, simples, tradicional, perfeito, tudo redondinho, tudo no lugar, incólume! Som ambiente jazz, nada mais, só o Egashira e a equipe que o auxília! Aliás o Egashira é demais, antes só falava japonês, agora está arranhando bem um português! O Egashira tem a melhor técnica de São Paulo e possivelmente do Brasil, os cortes dele são incríveis. Will comentou que acha o Egashira, caso continue em atividade por aqui, será como um novo Hamatyo do Yoshida San.

Vamos falar agora da comida, o omakasse de pratos frios no dia estava 230 reais e compreendia de 5 pratos de sashimis e 10 sushis, como vocês podem ver pelas fotos, um mais incrível que o outro. Os peixes todos fresquíssimos e os cortes, preparos e montagens dos sushis e sashimis incríveis!

Sobre os sashimis, tirando o atum gordo, todos possuem um acompanhamento, seja gengibre, molho a base de gema de ovo de codorna ou algum pequeno vegetal. Já os sushis, vem no melhor estilo japonês, arroz mais escurinho, sushis compridos e peixes com uma pequena rebarba, demais! Vale a pena ressaltar sobre o polvo que foi trazido fumegante diretamente da cozinha e foi servido com o sal rosado, segundo o Will, melhor polvo de vida e ponto alto no jantar!

Sobre ser o melhor restaurante japonês de SP? Will concorda e que achou os sushis dele melhores que o do Jun, são escolas diferentes, mas essa é a análise feita!

De resto, só segue o incentivo do Will e do Gourmet San, visitem o Sushi Kan! É caro? É, mas para ir 1x a cada 6 meses ta valendo bem!

abraços

Gourmet San

Mitsuyoshi: depois de anos, continua o mesmo

Oi gente tudo bom?

Se o Gourmet San fosse um programa do History Channel esse seria um capítulo sem dúvida, hahaha. Essa semana visitei o restaurante que deu início a minha jornada por análise de restaurantes japoneses! Sim, foi no Mitsuyoshi que acendeu a faísca do Gourmet San. Ele fica localizado na R. Dr Rafael de Barros, 163, no Paraíso (www.mitsuyoshi.com.br).

Ia almoçar com um amigo e como estávamos na região resolvi visitar o restaurante. Fiquei impressionado como ele continua igualzinho, haha, a entrada, o balcão, as mesas, o público e até o cardápio!

Por falar em cardápio vejam o ótimo Menu Executivo deles pro almoço: 

Eu e meu amigo fomos na escolha que eu sempre fazia, o sushi executivo!

Incrível, incrível, tudo igualzinho! Mesmo cardápio (preço ajustado), mesmo sabor, mesmos sushis, fiquei surpreso mesmo! Só não sei se isso é bom ou ruim. Mas eu mudei bastante, agora tenho uma bagagem de conhecimento e de paladar muito maior, então consigo ser mais crítico e atento.

Ah! Uma coisa mudou: a equipe! Todos atrás de balcão são diferentes! Porém os sushis e a qualidade veio igualzinho de 3-4 anos atrás. Vejam abaixo o sushi executivo que sai por 36 reais:

A primeira parte é a dos enrolados: hot rolls, acelga maki, uramakis e hossomakis!

O hot roll estava meio cozido demais, acho que faltou creamcheese para dar uma equilibrada. Os outros sushis estavam excelentes. Eu sempre digo, o Mitsuyoshi é um dos poucos restaurantes que possuem um uramaki califórnia bom! Sim, não consigo comer em nenhum lugar um sushi de pepino, kani e manga, é provável que eles façam algum preparo especial desses ingredientes ou são de tipos diferentes.

Vale a pena citar os hossomakis de 4 tipos diferentes, kani (kanimaki), pepino (kappamaki), salmão (shakemaki) e atum (tekkamaki). Eu acho isso bem bacana e em nenhum outro restaurante que já comi menus executivos servem os 4 juntos. Claro que em rodízios o papo é outro, servir enrolado de pepino e kani é pedir pra sobrar.

O Menu Executivo ainda não acabou, ai vem a melhor parte, 4 nigiris!

O Mitsuyoshi foi o primeiro restaurante onde eu comecei a aprender o que é um nigiri sushi robusto e com uma bela fatia de peixe por cima, eu diria que o tamanho do sushi é perfeito. Eles sempre servem 2 de salmão, 1 de atum e 1 que varia, neste caso foi carapau, estava muito bom, porém no Mitsuyoshi em geral o atum é o campeão.

Como o tempo passa e a gente vai aprendendo mais, aprende a gastar mais também (isso não é tão bom, haha), então assim sendo, pedi uma unidade de lula (ika) e uma de serra. O sushiman se enganou e acabou fazendo 2 de lula (esse extra não foi cobrado):

Infelizmente eu deveria ter parado no sushi executivo…os nigiris de lula estavam ok somente, um pouco grossos demais e faltou talvez um shissô. Já o serra estava com um pouco de gosto de peixe demais, tenho de ser sincero, eu não gostei.

O Mitusyoshi continua sendo ótimo para mim, porém dá pra ver que existem alguns restaurantes que não reagem bem a pedidos fora da hora. Retornarei, provavelmente comerei algum prato quente como o karê =)

Forte abraço

Gourmet San

Almoçando no Sushi Kiyo e o maior sushi de uni que já comi!

Olá sushizeiros de plantão, tudo bom?

Hoje mais um restaurante visitado! Um absoluto clássico de São Paulo, o Sushi Kiyo. Famosíssimo por ter um dos mais, se não o mais experiente itamae san de São Paulo, o Kiyomi San! Seu filho Carlos Watanabe também sempre está por lá! O Sushi Kiyo é conhecido por seu sushi tradicionalíssimo e por fazer de vez em quando um festival com sushis medievais, da época Edo, quando surgiram os sushis.

Fazia muito mas muito tempo que eu estava para ir no Sushi Kiyo e o dia finalmente chegou! Eles possuem valet e estacionamento na porta, mas eu fui de metrô e desci a pé da Av. Paulista. Ele fica localizado na Rua Tutóia, 223, Vila Mariana, tel (11) 3887-9148 (http://www.sushi-kiyo.com.br/?).

A entrada é bem bacana, lembrando um pouco o Yashiro, onde você entra e passa por um jardinzinho, no caso do Sushi Kiyo sobre umas escadas. Logo que você entra o balcão já está a esquerda, as mesas ficam mais a diante, ao fundo e no andar de cima! É um ambiente muito bom para almoçar e para um jantar com mais pessoas, coisa que hoje em dia é difícil, já que os restaurantes japoneses estão cada vez mais intimistas, mas o Sushi Kiyo realmente é um restaurante para a família.

Bom, cheguei e sentei no balcão, bem de frente ao mestre  Kiyomi! O restaurante estava cheio então me concentrei em escolher e pedir logo. Minha seleção foi do Sushi Especial que sai por 67 reais!

Aguardei um tempinho pela comida, era esperado pois o restaurante estava cheio! Enquanto isso, sereno e pacato o mestre Kiyomi continua fazendo sushis e combinados para o salão. O sushiman que trabalhava ao lado dele me disse: “o seu já ta saindo ok?” E saiu mesmo. o Mestre Kiyomi me entregou o seguinte combinado:

Fiquei decepcionado um pouco pois eu juro que não esperava 2 niguiris de salmão num combinado chamado Sushi Especial…Mas de resto parecia promissor, sushis grandes e fartos e no meio deles uni (ovas de ouriço) e ikura (ovas de salmão).

Comecei a degustação e realmente estavam excelentes, sushis que enchiam a boca de sabor! Os tekkamakis estavam bons, não excelentes. Deixei para o final os de ovas e que considero mais especiais, e claro que são não é mesmo? O de uni foi simplesmente o maior sushi de ovas de ouriço que já comi na vida, vejam só o capricho:

Ele estava ótimo, super refrescante como deve ser Logo depois provei o de ikura que estava com um gosto diferente. Não sei se era o meu paladar que estava confuso ou se realmente os ingredientes não estavam no melhor dos dias. Era um dia bem quente e em geral eu não reajo muito bem em dias assim.

Se tenho apenas uma crítica a fazer é que o otoshi chegou junto com meu Sushi Especial, isso é meio ruim pois quebra o ritmo do que você come. E eu cometi o erro de comer, talvez tenha sido isso que mexeu com meu paladar e afetou o gosto que senti no ikura. Ahh antes que eu esqueça, como otoshi me serviram uma bem gostosa e caseira carne com batatas, missoshiru e sunomono. Eu pessoalmente gosto quando os restaurantes japoneses mostram que comida japonesa não é só crua e frita. Vejam abaixo

Preciso retornar para mais uma visita! Quem sabe para provar os sushis do filho, o Carlos Watanabe!

Abraços

Gourmet San