Bueno, aquela refeição que te abraça por dentro

Izakaya Bueno restaurante japonês tonkatsu kare

Tinha um restaurante que estava na minha lista há muito tempo: Bueno!

Se não me engano os donos do Bueno são da escola do sumô, isso mesmo sumô:

Izakaya Bueno restaurante japonês sumô

O Bueno fica na Alameda Santos, 835, São Paulo, Tel (11) 2386-8035, e ele é basicamente um izakaya (boteco japonês), e é dos bons!  

Ele não é chamativo, uma porta de madeira que corre e pequenas frestas de vidro que iluminam bem o ambiente. Já do lado de dentro o ambiente é mais colorido e um grande balcão vermelho, onde recomendo sentarem. Ah! E Além disso, uma placa importante, em alto e bom som:

Izakaya Bueno restaurante japonês

Isso ae, não se confundam, pois a casa é de pratos quentes, saboreei-se com eles, não vai se decepcionar.

Eu estava sozinho, 6a feira chuvosa e fria em São Paulo, sentei logo ao balcão.

Sempre que vou uma primeira vez num restaurante eu exagero para poder experimentar mais do que o normal. Foi o que eu fiz. Mandei uma refeição digna de sumô (ou não, haha): karaage (uns 15 reais a porção de 5) e um tokatsu karê (uns 39 reais com saladinha e misoshiru)!

Pra quem não sabe, karaage nada mais é do que frango frito e tonkatsu karê, se você me seguem já sabem que sou fã, caldo de curry japonês com legumes e um lombo de porco empanado.

O Karaage chegou primeiro, confesso que fui um verdade newbie, nunca tinha comido, e, pasmem, eu não sabia que era desossado, eu tinha a impressão que era como um frango a passarinho, engano meu, é 10x melhor. Mais bem temperado, mais macio, mais suculento, enfim, tudo de bom, babem:

Izakaya Bueno restaurante japonês karaage

Babem de novo, serviram com um molhinho agridoce um pouco apimentado:

Izakaya Bueno restaurante japonês karaage

Depois chegou meu tokatsu karê, maravilhoso e com um aspecto que eu prezo muito, o equilíbrio de ingredientes. Cheguei ao final da última colherada ainda com uma fatia de tonkatsu, gohan e karê.

Sobre o prato em si, o tudo perfeito, o karê apimentado no ponto certo, espessura certa e o tonkatsu sem perder o empanado, o que aconteceu já em alguns lugares que comi.

Izakaya Bueno restaurante japonês tonkatsu kare

Por fim, toda essa fartura saiu por volta de 60 reais, ótimo preço, melhor ainda custo-benefício!

Já foi ao Bueno? Me passem recomendações, to louco pra voltar!

abs

Gourmet San

A notável consistência do Geiko San

Geiko San sashimi de barriga de salmão

Eae pessoal, tudo bom?

Em todos esses mais de 6 anos que faço reviews de restaurantes japoneses, tem um ponto chave que pouquíssimos restaurantes conseguem chegar, esse é o da consistência. Para mim o maior exemplo da consistência em São Paulo é o Hamatyo, entra ano e sai ano que o Yoshida San continua entregando os mesmos excelentes sushis, sem tirar nem por nada. E a grande maioria possui altos e baixos constantes, que significam que o tripé serviço-sushiman-ingredientes não estão em harmonia.

Mas dentro do seleto hall dos japoneses consistentes há um restaurante que já entrou para mim nessa lista, o Geiko San do Chefe Fabrizio.

Localizado Rua Haddock Lobo, 1416, São Paulo, Tel: (11) 3061-0150 , tive o prazer de conhecer e frequentar o Geiko San desde sua abertura, uns anos atrás (não muitos…2-3 no máximo). E desde então fui ao Geiko umas 4-5x, ou seja, não é o suficiente para dizer que sou um assíduo na casa, me dando possibilidade de comparar o Geiko San no decorrer do tempo.

Desta maneira consigo ter uma opinião bem balizada do restaurante e enfatizo: eles são sólidos, sólidos como uma rocha. E essa consistência e solidez vem desde o excelente maitre, o Tiel, passando pelo serviço dos garçons, os sushimen e a sofisticação e a simpatia do Chefe Fabrizio.

Como acertos apenas corretos, o restaurante hoje entrega excelente experiência para quem não conhece e a expectativa a ser bem coberta pelos clientes assíduos, que não vão se arrepender da visita.

Sem mais cerimônias e falando do meu últimos excelente jantar (como sempre) segue abaixo tudo que comi, sentado bem na frente do Fabrizio (cheguei cedo, rs).

É difícil escapar dos saborosos e bem temperados niguiris que o Geiko San oferece, mas por incrível que pareça, esse não é o ponto forte da casa apenas, eles possuem um cardápio fortíssimo e equilibrado. Se tem algo que me deixa sempre em saia justa com as pessoas que eu indico restaurantes é o desequilíbrio dos pratos do restaurante. Em muitos casos as pessoas vão aos restaurantes que indico mas pedem outros pratos, que não são a especialidade da casa e saem insatisfeitos, não tiro a razão deles!

Voltando ao Geiko San, além ds niguiris, eu posso recomendar todo restante do cardápio. Desde os aparente simples sashimis, passando pelos carpaccios, shisotem (tempura de shiso), uramakis, tartares e combinados. Tudo é temperado no ponto certo e com porções satisfatórias. E se não me engano, eles tem um combinado para 2 pessoas por 130 reais e que tem umas 30-40 peças, ou seja, mais barato que muito rodízio, e pra quem não tem idéia de quantidade, 20 peças é suficiente para você sair satisfeito.

Gostei muito de escrever essa resenha pois não foi sobre a minha experiência em si, os sushis que comi no dia, nem nada a respeito, mas sim um âmbito maior, uma característica do restaurante.

Espero que tenham gostado!

Abraços

Gourmet San

Kawa Sushi Jardins – a indicação que faltava na minha lista

Oi gente, tudo bom?

A pergunta que eu mais respondo no meu dia-a-dia são indicações de rodízios para meus amigos e conhecidos. Apesar de eu preferir restaurantes tradicionais a la carte, não há como negar, a paixão do brasileiro (pelo menos o paulistano) é o rodízio.

Mas o paulistano não está mais satisfeito com os rodízios baratos, isso tanto é uma verdade que o número de restaurante que oferecem o all-you-can-eat está cada vez menor. Hoje é difícil você ouvir alguém falar que vai com frequência num rodízio de 40-50 reais. As pessoas que gostam de rodízio fizeram suas escolhas nos últimos anos e se apegaram a elas. Os escolhidos da cidade são os famosos Aoyama e Mori Ohta, o 2o escalão é bem variado então fica difícil citar, apesar de eu ter minhas preferências.

Mas voltando ao assunto do dia, descobri um novo restaurante com rodízio e que é EXCELENTE, o Kawa! Mas atenção, o Kawa tem 2 restaurantes, o do Brooklyn (região da Berrini) e o do Jardins, e eles tem propostas totalmente diferentes. O Kawa da Berrini tem como foco 100% o público do almoço que busca um sushi rápido, nada mais, então as vezes o resultado é um pouco insatisfatório. Já o Kawa dos Jardins o papo é outro e é desse que vou falar hoje.

O Kawa Jardins fica localizado na Al. Lorena, 300 – Jardins, tel: (11) 3057-1582, fica a dica, fica pra lá da 9 de Julho, pro lado mais Paraíso. Para estacionar é bem tranquilo, eles tem valet, mas eu parei o carro por conta própria na rua pois a região, já mais distante do burburinho incessante da Oscar Freire, facilita a tarefa.

Quando entrei no restaurante percebi que alo o papo era outro, ambiente super bonito e amplo, bem alinhado com o nível do Aoyama e o Mori Ohta. O restaurante possui 2 opções de rodízio com o mesmo preço (uns 70 e poucos reais), uma opção “normal” e outra “gourmet” que oferece sushis mais diferentes. Ah o foco do Kawa é servir na mesa, então não há balcão.

As opções são bem variadas e consegui provar quase tudo! Vejam abaixo:

Tudo coisa boa e muito bem feita! Realmente fiquei impressionado como eu nunca tinha ido lá antes. Na verdade eu sei por que eu nunca fui, pois tive uma impressão não tão boa do Kawa da Berrini.

Logo de início gostei muito de ver 4 tipos de carpaccio para serem servidos: salmão, atum, polvo e peixe branco. E como sempre digo que deve ser, cada um deles com um tempero e molho diferente. Claro que não deve ser toda noite que eles conseguem ter essa variedade, mas gostei muito do que vi e comi.

Dificilmente como algo inédito num rodízio, mas dessa vez comi a famosa lula com recheio de shimeji que só vejo em restaurante a la carte. Adorei a idéia de oferecer no rodízio, claro que não estava primorosa, mas me surpreendeu.

No rodízio do Kawa você também encontra ingredientes que nenhum outro oferece, como vieira, peixes defumados e sushi com ovo de codorna. Os sushis são de um tamanho médio pra pequeno pois segundo eles mesmo o foco é que os clientes comam variedade. Outro fator que me agradou muito foi que tudo estava muito bem montado e servido, vejam os carpaccios, por exemplo, ou o prato com os niguiris.

Para finalizar, o Kawa não tem combinados ou sushis pré-feitos, como é de praxe em rodízios, eles fazem tudo na HORA! Eles só precisam ficar bem atentos nessa diferença grande de padrão entre o Kawa Berrini e o do Jardins, eu mesmo vejo isso como um enorme desafio administrativo e de cunho mídia, afinal, como lidar?

O Okawa já se tornou um dos meus rodízios favoritos, e eu o colocaria na minha lista de melhores rodízios. Aliás, assim que eu montar o meu ranking de rodízios, ele estará nas cabeças.

E vocês já foram lá?

Abraços

Gourmet San

Café da manhã Japonês no Hotel Intercontinental

Oi gente, tudo bom?

Hoje um post bem diferente aqui no Gourmet San, visitei o Hotel Intercontinental, localizado na Al. Santos, 1123, Tel:(11) 3179-2600para experimentar o café da manhã japonês que eles oferecem a seus hóspedes, e claro, a quem quiser ir lá fazer esse programa que sabemos que é comum em São Paulo, sair de casa para tomar deliciosos cafés-da-manhã que a cidade oferece.

Fui convidado por uma hiper-mega-especialista na cultura e gastronomia japonesa, a Katia Miyada, mas além disso, ela manja mais ainda é de como recepcionar bem o público japonês que se hospeda no Hotel Intercontinental. Com 14 anos de experiência no atendimento ao público japonês no ramo da hotelaria, trabalhando como gerente de vendas internacional, a Katia coleciona hoje um leque de habilidades e conhecimentos que poucos possuem como ela: como agradar um público que se atenta aos mínimos detalhes. Obviamente a Katia fala japonês e já foi ao Japão inúmeras vezes.

Falando um pouco mais desses detalhes, quem conhece um pouco da cultura japonesa sabe que eles prezam muito pela tradição e pela maneira “correta”, ou entendida como “tradicional” de fazer as coisas, e que caso seja feito diferente, já cai bastante no conceito e, pode até ser encarada como falta de respeito.

Pois bem, no café-da-manhã do Hotel Intercontinental é isso que você encontra, respeito ao gosto e a tradição japonesa. Antes de mais nada vale dizer que o café da manhã não é inteiro japonês, não é isso, há o café tradicional, tão maravilhoso quanto você pode imaginar (pães, ovos, bacon, frutas, café com leite) e também há uma estação com as opções japonesas. Deem uma olhada na estação especial:

O público ocidental pode achar estranho, mas os japoneses tem um café da manhã bem diferente do nosso. Você encontra gohan, peixe grelhado (salmão no caso), tamagoyaki, condimentos como pepino, conserva de shimeji, missoshiro, natto, nabo etc. Mas o importante aqui não é a oferta, de verdade, mas sim a qualidade, ela é extraordinária, digna dos melhores restaurantes japoneses da cidade, e como vocês podem ter certeza disso? Primeiro o crivo da Katia e segundo a aprovação dos hóspedes orientais.

Vejam abaixo o tamagoyaki e o salmão que peguei para mim:

E também as conservas:

Agora falando justamente da qualidade, vamos lá, o gohan é incrível, a Katia importa o arroz que mais se adequa ao paladar japonês. O salmão grelhado, eu juro, fiquei com um pé atrás quando vi, mas ele estava molhadinho, suculento e saboroso. O tamagoyaki super amarelinho (ou seja, não queimado) e macio. A conserva de shimeji então, quero mais!! Ela é importada, sendo exatamente como os japoneses comem por lá. Aliás, se você gosta das conservas, o café da manhã tem uma boa oferta:

Além disso, outros detalhes incríveis. O missoshiro é feito com missô importado também (que você encontra na Liberdade) e é o melhor que já comi em São Paulo, na verdade acho que empata com os melhores dos restaurantes mais tradicionais. O shoyu é Kikkoman. E o natto (soja fermentada) é oferecido num recipiente fechado especial, acompanhando os temperos especiais a serem misturados pelo cliente a seu gosto, confiram:

Vocês devem estar se perguntando, nossa, mas tudo isso? É necessário? Sim! Pensem que o público do Hotel Intercontinental é o público AAA que vem do Japão, CEOs, presidentes e VIPs que estão acostumados com o que tem de melhor lá no Japão e pasmem, eles aprovam o excelente café da manhã organizada pela Kátia e pelo hotel.

E não fica só na estação japonesa, eles possuem na parte de bebidas os famosos Yakult e Taffman, que os japoneses também adoram. Ah e falando em bebida, é claro que eles não esqueceram do chá verde, não é mesmo? Usando palavras da própria Katia: “chá verde nós fazemos na hora, se não fica oxidado e o gosto fica ruim”. Estão vendo? É esse o nível de atenção aos detalhes!

A caráter de curiosidade, pedi para ver os produtos importados que eles usam para o excelente café-da-manhã (com direito a nori crocante):

E só para finalizar esse trabalho exemplar do Hotel Intercontinental e da Katia com os hóspedes japoneses, ela me mostrou que eles oferecem também um tablet com o jornal japonês com a edição do dia para os hóspedes, quer hospitalidade melhor do que essa?

Abraços e esperam que tenham gostado da review o tanto que eu gostei de conhecer esse incrível café da manhã, acompanhado de todo conhecimento que a Katia me passou!

Estou louco para voltar! Recomendo a todos como opção de passeio em São Paulo um dia ir tomar um café da manhã lá no Continental.

Abraços

Gourmet San

Visitamos Geiko San para conhecer as novidades!

Eae gente, tudo bom?

Um dos restaurantes mais badalados do momento no cenário sushi contemporâneo (leia-se moderninho) em São Paulo é o Geiko San. Já tive a oportunidade de escrever sobre eles algumas vezes. E apesar de algumas pessoas insistirem (até os proprietários) que ele tem fusão com a cozinha italiana, eu não vejo isso de forma alguma, tirando uma entrada chamada paninno (que é excelente por sinal).

O Tiel, maitre da casa me mandou um email me convidando para conhecer as novidades da casa que eles estão lançando para 2016. Obviamente aceitei. Vale a pena lembrar que mesmo convidado, meu interesse continua que vocês tenham uma idéia do melhor que o restaurante serve e que o restaurante receba críticas construtivas. Exato, esse blog não escreve escárnios, perjúrios e nada escatológico. Aliás, se qualquer restaurante me servir melhor do que serve qualquer outro cliente, que isso fique óbvio e que obviamente será ruim para o próprio restaurante, que não mostra seu maior potencial para fidelizar clientes. Mas no caso do Geiko San já posso adiantar que eles atendem todos os clientes igualmente, eles são fera.

Bom, vamos a resenha! Início de ano, 1a-2a semana de janeiro e fui ao restaurante numa 3a feira se não me engano, para meu espanto o restaurante estava LOTADO. Cheguei 30 minutos depois da abertura e quase não tinha espaço no balcão e quando saí tinha fila.

Meu plano era sentar no balcão do chefe Fabrizio, sushi chefe e sócio do restaurante, além de ser um dos sushimen mais simpáticos da cidade é super habilidoso. Mas como o posto no sushibar já estava tomado, sentamos logo ao lado, em frente ao Goo Hasegawa, imediato do Fabrizio.

A idéia era que conhecer o que a casa tinha de novo e não foi difícil, logo que abrimos o cardápio (um dos mais bonitos e completos da cidade) vimos um destaque para as novidades. O foco claramente é excelente combinação do tempurá de shiso com cobertura de salmão, atum ou vieira batidinha. Não perdi tempo, a de atum. Emendei com um carpaccio de barriga de salmão trufado e aí aconteceu o que sempre acontece no Geiko, você deixa nas mãos deles (os sushimen) e só aproveita.

Vejam abaixo tudo que comemos:

Tudo espetacular não é mesmo?

Um jantar desse aí de cima pra duas pessoas sai por volta de 200 reais a cabeça, é barato? Não, mas dois pontos importantes. Primeiro, comemos demais, poderíamos ter comido um pouco menos. Segundo ponto, o Geiko San é para ocasiões especiais, isso pelo menos para mim. Mas como em todos restaurantes, principalmente os resididos nos Jardins, há os habitués.

Mas falando da comida, vamos falar dos destaques? TODOS! Brincadeira…mas é SÉRIO! O Geiko San é um restaurante super equilibrado, dificilmente você vai comer pratos os sushis de níveis muito diferentes, tudo é nivelado pra cima.

As minhas recomendações para um jantar imperdível no Geiko San são:

Para começar o carpaccio de barriga de salmão trufado e com raspas de limão. Delicioso do começo ao fim, o destaque fica pra quantidade. É uma entrada generosa, bem diferente de alguns restaurantes que miguelam fatias e servem 6-7 fatias só.

Como segunda entrada, peça o cripy rice. Consiste num baterá de salmão onde o arroz é fritinho, é algo único no mercado e eu adoro, faria em casa sem dúvida.

De sushis, nem pense, vá de vieira trufada, uma das melhores da cidade sem dúvida, grande, fresca, temperada na medida certa.Depois vá de gunkan de atum com foie gras, tudo perfeito, o destaque é obviamente para o foie gras que o pessoal do Geiko San prepara muito bem, melhor do que outros restaurantes, além de que, claro, o pedaço é monumental. Como também o sushi de camarão que eles servem no nori com uma maionese apimentada. Peçam também o clássico de ovo de codorna pochet.

De resto, para complementar, siga as dicas do pessoal da casa, eles sabem o que está bom no dia ou se delicie no incrível cardápio de variedades.

Para finalizar o jantar o Fabrizio preparou um INÉDITO tempurá de vieira com ikura (ovas de salmão). Espetacular! Peçam também!

Abraços e até a próxima

Gourmet San

Tonaktsu kare no Yakitori Mizusaka

Eae gente, tudo bom?

O Yakitori Mizusaka era um restaurante que eu frequentava muito uns anos atrás. Trabalhava na Av. Paulista e aproveitava muito esse tradicionalíssimo restaurante japonês que serve teishokus excelentes e para todos os gostos.

Se você ainda não foi ao restaurante, recomendo que leia minhas reviews anteriores que são de alguns anos e representam a essência do lugar, o teishoku e anchova grelhada e o de salmão, ambos muito bons mesmo. O próprio dono do restaurante tempera os filés de peixe, enfia os espetos de metal e os coloca na churrasqueira (sim isso mesmo!) bem na sua frente, isso se você se sentar no balcão no térreo, o que eu recomendo muito!

Bom, depois de uns bons anos, retornei ao Yakitori, pouca coisa mudou, as flâmulas do SPFC e uma foto do Rogério Ceni ainda estão perto do caixa, a televisão continua no canal japonês, o dono do restaurante a frente do balcão mas dessa vez acho que era o filho do casal no caixa.

Como estou na missão do “rolê do karê” pedi o tonkatsu karê! O preço do prato se nao me engano sai por uns 38 reais.

O dono do restaurante  separou na minha frente um filé de porco, temperou e bateu nele (do jeito que mãe bate em bife para amaciar a carne). Como de praxe o restaurante servia as saladinhas e otoshi abaixo:

Na parte de cima alguns vegetais cozidos beeeem japoneses, não soube nem identificar alguns deles. Na parte de baixo uma clássica saladinha de alface. Mas o destaque fica pra essa pastinha marronzinha perto da alface, que é a base de misso, simplesmente delicioso! Molhos a base de misso aliás é uma arte a parte.

Seguindo, me serviram também uma saladinha de shimeji com momiji oroshi, que é nabo ralado misturado com pimenta. Estava excelente também. Aliás o Yakitori Mizusaka é mestre em quantidade, as porções são sempre perfeitas para você matar sua fome sem sair cheio.

Pronto, chegou a hora, meu tonkatsu karê chegou!!

Me animou bastante a cor do kare logo de cara. Bem mais escuro que o usual, achei que estaria mais apimentado, mas não. Assim sendo, a cor mais escura definitivamente veio do modo de preparo com a mistura de alguma carne e vegetais. O sabor do karê estava bom, mas só, esperava mais.

Indo para o segundo elemento, o gohan, estava bem preparadinho mas veio numa quantidade descomunal, para vocês terem uma idéia sobrou metade no prato, me senti um pouco mal, porém a quantidade de karê e tonkatsu não é suficiente para comer o gohan todo. Recomendo ao restaurante diminuir um pouco o gohan e aumentar o kare e o tonkatsu.

Agora o terceiro elemento, o filé de porco a milanesa! Casquinha super crocante, porém parou por aí, infelizmente. A casquinha estava descolando da carne e o filé estava um pouco duro. Sendo bem sincero não gostei mesmo.

Acompanhando o prato veio um delicioso e bem amarelinho tamagoyaki com um bolinho de carne e esse outro vegetal que parece bandana agridoce que espero que meus amigos leitores me ajudem a identificar:

Como considerações finais, acho que o Yakitori Mizusaka possui um tonkatsu karê fraco. Porco a milanesa mal preparado e quantidade de gohan, karê e porco desproporcionais. Não acho que seja um pecado enorme desse restaurante, afinal não é o foco deles e isso ficou mais claro ainda.

Se for ao Yakitori Mizusaka, foque no clássica deles, os teishokus que saem da churrasqueira =)

Abraços

Gourmet San

Gourmet San conhece o ZSan

Eae gente, tudo bom?

Cada dia que passa fico mais impressionado com o cenário gastronômico em São Paulo. Eu acredito que temos um calibre gastronômico  da mais alta classe do mundo, apesar do que blogueiros chatos dizem por aí.

Já tive a oportunidade de visitar alguns países e cada local tem características específicas e traz consigo pratos únicos. PORÉM, se formos considerar as principais culinárias como pizza, carnes, hambúrguer, chinesa, japonesa (é claro) etc, São Paulo é pelo menos tão boa quanto todos, se não melhor.

Eu digo tudo isso com experiência de causa, eu sou food addicted não só de comida japonesa, para todos lugares que vou minha meta turística é a gastronômica.

Assim sendo, o que vejo em São Paulo é impressionante, a quantidade restaurantes novos de qualidade que brotam por aí é surreal. Toda essa introdução é para falar do ZSan, um restaurante japonês abriu faz uns 4 meses. Ele fica localizado na Rua Oscar Freire, 439, Jardins, São Paulo (www.zsan.com.br), uma quadra se afastando do vuco-vuco do bairro, bem perto do PJ Clarke’s.

O restaurante é liderado pelo chefe Jun Yamauchi que teve mais de 20 anos de experiência no Nagayama (um dia preciso escrever sobre a escola Nagayama, pois ela é formidável). O chefe foca numa culinária fusion, misturando seus conhecimentos sobre comida japonesa tradicional. mas dando alguns toques pessoais. Eu pessoalmente acho essa idéia muito melhor do que forçar o fusion com uma outra apenas.

Bom, eu e o Will fomos convidados para ir conhecer o ZSan. Sentamos no balcão. Aviso que o foco do restaurante talvez não seja muito o balcão, pois ele não é dos mais confortáveis, eu apostaria sentar nas mesas, mas mesmo assim veja que o balcão tem uma bela apresentação:

Quem nos atendeu foi o Leo, super habilidoso, percebemos pelo decorrer do jantar. Se não estou enganado ele trabalhou no Koi já!

Eu e o Will comemos primeiro a sequência qual fomos convidados e depois pedimos a la carte.

Tudo que nos serviram estava beeeem gostoso e super bem preparado, o chefe preparou tudo com muito esmeiro e cuidado, não dá pra negar, nota 10. Vamos dar uma olhada?

O ZSan de entrada nos serviu esse “doce” que nós não gostamos muito, apesar deles falarem que o público gosta bastante. Achei que briga muito na boca.

Como de praxe em muitos restaurantes, as trouxinhas estão presentes! Eu pessoalmente não sou muito fã de pedir, MAS a de camarão do ZSan estava muito boa, foi servida com um molho especial. Gostei muito, crocante e ótimo recheio!

Também nos serviram um excelente batera de atum, coberto com flocos de tempura e o arroz temperado com ovas tobiko:

Foi um dos melhores batera já servidos a nós, ele fica atrás só do Nakka. Pro ZSan mandar ver falta só um temperinho melhor e aí ficará incrível.

Agora um outro prato mais polêmico, onde entra a questão fusion! Uma tortilla de atum com maça se não me engano. Super boa, mas não é um dos meus favoritos.

Tem dias que o sushiman lê seus pensamentos, felizmente foi o caso. Fazia tempos que eu queria comer ostra e nos serviram um par fresquíssimo:

Comeria umas 10! Elas funcionam muito bem como entrada num jantar.

Como o restaurante estava vazio (afinal terça-feira a noite), sabíamos que tudo que estava sendo preparado ali no balcão era para nós. Essa uma enorme vantagem de sentar no balcão e ir num restaurante mais vazio. Então vimos o camarão empanado chegar e se transformar num uramaki:

Faz uma enorme diferença comer um sushi desse com o camarão ainda quentinho. Nota 100! O Will aclamou como o melhor uraebitem da vida dele. Eu fui um pouco mais conservador, mas ainda gostei bastante. Vale a pena pedir!

Serviram também esse combinado:

Sashimi de salmão, 1 dupla de vieira e 1 dupla de salmão com raspas de limão. Tudo estava bom, mas não excepcional. Acho que eles podem trabalhar um pouco mais nos temperos dos sushis. Atenção, estava longe de ser ruim, mas pelo nível do restaurante dá pra dar um sofisticada ainda.

A seguir, mais ostra! Not Bad, não é mesmo? Ostra nunca é demais!

Esse sushi é um enrolado com pepino e coberto por ostra temperada na hora. Sushi excelente. Mas aqui fica um gosto pessoal. Assim como salmão e maracujá eu não achar que combina, eu não consigo achar que a crocância e sabor do pepino cai bem…Preferia que fosse um gunkan normal com alga nori.

Finalizando a excelente sequência, mais duas duplas:

A 1a é de um sushi que eu só tinha comido um parecido no Shigueru, atum selado com pimenta biquinho, como eu já sabia, funciona muito bem. E depois 1 par de sushi fartíssimo com king crab! Repito fartíssimo! Muitos restaurante trabalham miguelando, não foi o caso do ZSan, gostei muito.

Bom, C’est fini! 

Mas claro, só da sequência. Quem acompanha os meus posts e os do Will sabe que conosco o buraco é mais embaixo, nós comemos bem! Então conversamos com o Leo e avisamos que íamos comer mais sushis, indicações dele.

Bom, não nos decepcionou nem um pouco!

Começamos com o que ele disse serem os clássicos do restaurante, os jows especiais:

O primeiro lá de cima é um how de salmão chamuscado, o do meio é de brie e o de baixo é de ovo de codorna com ovas chamuscado também.

Se posso ressaltar uma enorme surpresa é o jow de salmão com queijo brie. Quando o chefe estava montando esse sushi de queijo eu e o Will nos olhamos e pensamos:”Meu Deus, antes de mais nada tomara que ele maçarique, e segundo, tomara que seja comestível”. O resultado foi incrível, excelente, repito, muito gostoso. Os foodchatos nariz empinados que me perdoem, há fusion que funciona e outras que não, toda unanimidade é burra.

O Leo nos serviu também esse prato abaixo:

Ele consiste numa leva mistura de ingredientes, não é simples. O Will, um pouco mais conservador, não gostou muito. Eu achei ok, gostosinho, nada especial demais, são ingredientes arriscados, mas tenho certeza que o público em geral vai adorar.

Comemos também um dos maiores clássicos dos restaurantes japoneses atualmente, o atum com foie gras:

Vale a pena sempre pedir esse sushi pois em geral cada restaurante põe a sua cara nele. Nesse caso o ZSan oferece uma generosa fatia de foie gras que vem preparada da cozinha, juro, estava divino, uma das melhores que já comi mesmo!

Para finalizar nosso jantar o Will pediu um repeteco do sushi de ovo de codorna e eu pedi esse da direita aí todo diferente:

Confesso que quando vi no cardápio, “ikura com avocado“, imaginei qualquer coisa, menos isso aí em cima. Eu logo percebi que não era algo ordinário quando o Leo estava sendo mais minucioso do que o normal. Não nego que fiquei impressionado, excelente e lindo trabalho, dos mais bonitos que já vi. Sobre o sabor, confesso que a textura do avocado cai bem com os explosivos ikuras, mas talvez precise de alguma outra combinação que eu não saiba dizer.

E agora o gran finale, a sobremesa:

Eis a melhor sobremesa que já comi num restaurante japonês. Eles chamam de mousse de chocolate e é extraordinária. Consiste num sanduíche de mousse, pois ele fica entre duas placas incríveis de chocolate. RECOMENDO. Aliás, foi a garçonete que me disse que ela gostava demais dessa. Confiei.

Esse foi todo jantar que tivemos no ZSan, MUITA COISA, ficamos bem satisfeitos, vale a pena as considerações abaixo.

Um ponto que eu recomendo atenção no ZSan é que o cardápio é bem variado, tem opções para todos os gostos. Ou seja, para mim acaba sendo fácil pedir, pois eu conheço tudo que leio ali, mas para quem não tem muito conhecimento, pode ter uma experiência bem diferente da que tivemos, ou seja, comer/gastar com um basicão.

Vou dar um exemplo, o ZSan não possui um combinado iguarias, nem algo que foque só nos melhores sushis, tem de pedir unitário. Por outro lado, tem alguns combinado que o foco é salmão. Nada contra, mas é um contraste em termos de foco.

Outro ponto que me deu um pouco de coceira pra contar a vocês é que talvez o ponto alto da refeição tenha sido a sobremesa, pois ela é divina. Mas então tem algo errado? Será? Só acho que há um leve descompasso, pois se a sobremesa é o ponto alto, eles precisam elevar um pouco mais o restante para tudo ficar mais equilbrado. Aposto nisso, eles tão muito bem.

Se eu retornaria ao ZSan? Sim, sem dúvida!

E vocês já foram lá? O que acharam?

Aliás gostaram da review?

abraços

Gourmet San

A pedidos de leitores do passado: Rodízio do Hakka

Eae gente, tudo bom?

Escrevo sobre minhas experiências em restaurantes japoneses faz anos já, e logo de início um restaurante que meus leitores sempre falaram para eu visitar era o Hakka!

Não que eu tivesse comendo bola, o Hakka nunca saiu em nenhuma lista de melhores restaurantes nem figurou na mídia como sensação ou favorito do público. Mas mesmo assim, de tempos em tempos, alguém me mandava um e-mail ou comentava em algum post para eu visitar o tal do Hakka!

Pois bem, anos vem, anos vão e chegou a hora!

O Hakka (www.hakkasushi.com.br/) tem umas 5 unidades em São Paulo mas a que eu fui foi a da Al. Ministro Rocha Azevedo, 239, Jardim Paulista, São PauloTel 11 3266.5393. Ela fica a uma quadra da Av. Paulista, em uma região muito boa! O restaurante também tem unidades na Vila Olímpia, no Itaim e ali na região da Berrini.

O Hakka possui um sistema de rodízio parecido com o do Aoyama, você pede os pratos do rodízio na ordem que quiser diretamente de um cardápio específico do rodízio. Eu aprovo esse método, pior do que ter sua mesa lotada com coisas que você não quer comer e depois ficar sem graça de deixar comida na mesa.

Fui logo que eles abriram, por volta da 18h30, aliás, foi nessa terça-feira, estava um calor infernal e o ar condicionado caiu bem. Outra coisa que caiu bem logo de início também é o serviço, desde a sorridente hostess e dos garçons.

Primeira coisa que pedi foi uma coca-cola com um copo cheio de gelo e o serviço se mostrou eficiente, foi exatamente o que recebi, não precisei pedir mais gelo! Grazie!

Depois, como de praxe faço em rodízios, pedi um temaki de atum simples. Faço isso para testar questões básicas e fundamentais de um restaurante japonês: atum, shari e alga.

Infelizmente como vocês podem ver, o temaki não era dos mais vermelhos, era um atum mediano. O arroz estava gostoso mas a alga meio borrachuda, poderia estar melhor sem dúvida. Atenção Hakka, são pontos como esses que fazem toda diferença em fidelizar clientes! Não no atum em si, mas sim na experiência gastronômica, na mordida, na textura.

Para compensar o temaki, chegou praticamente junto um delicioso shimeji:

Repito, o shimeji (pronúncia shimêdji) estava muito bom mesmo, antes de mais nada ele veio super quente e acompanhado de algo que poucos rodízios servem: caldo. Aprendi com o melhor shimeji da cidade (Meu Sushi delivery) que o caldo do shimeji é fundamental e o Hakka faz isso, sinceros parabéns!

A seguir me serviram outras entradas que pedi: carpaccio de salmão e o ebifry.

O carpaccio de salmão veio com uma apresentação melhor do que eu esperava, mas ainda dá pra melhorar:

O sabor estava ok, poderiam jogar flocos de tempurá salgadinhos que ficaria ótimo.

Já o camarão empanado, o ebifry, estava massudo demais, precisam rever a receita urgentemente:

Logo depois peguei o cardápio para escolher os diferentes sushis que eles oferecem, vou assumir que é um bom punhado de combinações, viu!

Essa é a parte que recomendo fortemente vocês focarem seus esforços comensais. Vejam o que pedi abaixo:

Como vocês podem ver, o Hakka tem ovas no cardápio, pode pedir a vontade, pedir tanto como djo, como gunkan e ambos vieram com quantidades satisfatórias! Gostei de ver o gunkan de couve frita, bem interessante.

Sobre os sushis, o de salmão skin estava mediano, mas o de salmão temperado ali estava muito bom, recomendo.

Já os sashimis foram a grande surpresa, em geral o polvo de rodízios é borrachudo e sem gosto, mas esse estava o oposto! Já o sashimi de atum veio assim:

Sabe o que isso significa? Que a peça do atum foi cortada certinho em filé, e o filé foi cortado da maneira correta também! Aliás, vendo a cor desse sashimi e do temaki que comi antes, tenho o palpite que o atum de temaki já estava pré-batido.

Esse combinado estava bem gostoso e eu pedi um outro, diferente, porém das 18h30 quando cheguei até o momento que pedi meu 2o combinado já tinha escurecido e o restaurante usa o sistema de velas e luz baixa então minha foto saiu uma desgraça, não conseguirei postar aqui, mas acreditem, vieram uns sushis bem apetitosos, tão bom ou melhor que esses!

No final das contas, se não me engano o jantar saiu por 86 reais, contando com a bebida e os 10%. O rodízio sai por 70 e poucos reais, o que é um preço justo, espero que mantenham assim, acaba sendo um valor justo se considerarmos os concorrentes.

Outro ponto que preciso ressaltar é que, como comentado no website deles, o serviço realmente é cortês, eu diria que até estranhamente cortês, pois todo mundo é muito simpático, é um diferencial!

Eu recomendaria o Hakka para grupos de amigos ou para famílias e pessoas que gostam de rodízios mas não querem gastar muito.

Abraços

Gourmet San

 

Temakeria e Cia – passado e presente

Eae gente, tudo bom?

Quem acompanha minhas peripécias pelos restaurantes japoneses sem dúvida nenhum não deveria estar esperando que eu escrevesse novamente sobre a Temakeria e Cia. Aliás provavelmente sobre nenhuma temakeria, certo? Hoje em dia tenho um foco enorme em restaurantes diferentes e principalmente os de altíssimo nível, buscando o que a culinária japonesa tem de melhor.

A Temakeria e Cia surgiu em São Paulo faz uns bons anos, provavelmente uns 8! Minha visita ontem a Temakeria me fez lembrar dos tempos que ao redor dela tinha uma aura de novidade fina. A unidade da Rua Oscar Freire vivia cheia de gente fina que ia lá fazer uma refeição rápida mas considerada chic, afinal comer bem, rápido e numa novidade não é para todos.

Eu, 8 anos atrás, saía do meu trabalho na Av. Paulista e descia até a Oscar Freire para provar dessa novidade que todos falavam, um lugar especializado em temakis e que oferecia temakis gigantescos. Lembro claramente de entrar num recinto de luz baixa, poucos lugares, serviço cortês e clientes pedindo sakês e outras bebidas. O público que estava ali poderia muito bem ter ido ao Almanara, vizinho, ou em qualquer outro restaurante. Além disso os jovens que frequentavam o local eram da alta sociedade paulistana e pediam pratos que não eram temakis, afinal jovens descolados sempre querem ser “diferentóides”.

Hoje a realidade da culinária japonesa em São Paulo mudou e a Temakeria também. A rede expandiu com múltiplas unidades e seu público mudou. Com o crescimento e a febre da culinária japonesa a demanda cresceu muito e as temerias foram as primeiras a serem invadidas pelo novo público, sedento por experimentar o que era esse tal de peixe cru.

Eu pude acompanhar de perto essa transformação, sobretudo na Temakeria e Cia. Aos poucos o público começou a se diversificar e hoje o próprio restaurante é outro, foi se adaptando sabiamente.

Hoje a Temakeria e Cia na Oscar Freire é mais democrática, ela é um oasis de gastronomia democrática no elitizado Jardins. Me deparei também com um cardápio bem diferente mas ainda com ótimos preços.

Dá pra ver claramente que os donos por trás do restaurante trabalham para trazer novidades e atualizações. Além disso o serviço decaiu também, por vezes acontecem confusões em pedidos, demoras entre outros fatores que são reflexo de uma rede muito grande, onde o controle por qualidade por vezes começa a degringolar um pouco.

Se vai durar? Eu acho que sim, a Temakeria e Cia para mim é a melhor temakeria de todas que existem no mercado e eu pessoalmente adoro seu cardápio. Só pra citar um novo que provei, o hot roll de camarão empanado.

E você gostam da Temakeria?

abraços!

[VIDEO] Gourmet San visita o Mori Ohta

Eae galera, tudo bom?

Hoje apresento a vocês um “vislumbre” do que eu gostaria de focar meu trabalho com o blog daqui em diante: em fazer vídeos de minhas visitas =)

O primeiro restaurante da minha série é um dos restaurantes que mais visitei na vida, o Mori Ohta da R. da Consolação! Ele é o melhor rodízio de São Paulo na minha opinião, mas você tem de sentar no balcão, é minha recomendação pelo menos.

Não vou negar que foi fácil gravar, tive a ajuda do Daniel, um profissional de vídeo de alto calibre (vejam mais trabalhos dele aqui) e além disso os restaurantes não são muito abertos (espero que isso mude), agradeço ao Mori Ohta terem gostado da iniciativa =).

Como não quero enrolar mais vocês, vejam abaixo como ficou, espero que gostem:

Eae o que acharam? Tem alguma sugestão, comentário? Quero te ouvir!

Abraços

Gourmet San