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Restaurante Naga sushi de camarão, king crab e lula

Naga, o primo chique do Nagayama

Eae pessoal, tudo bom?

Mais um domingo a noite, é hora de mais uma review aqui no Gourmet San!

Depois a excelente review feita pelo colaborador Will do Nagayama, resolvemos ir ao Naga, que fica logo ao lado.

ALIÁS, sim é um “aliás” maiúsculo, nessa esquina da Bandeira Paulista tem 3 Nagayamas. 2 no térreo (Nagayama e Nagayama Café, que de café não tem nada) e o Naga.

O Naga é só pra quem sabe, e tenho dito! Apesar de vocês até poderem ter ouvido do Naga, acho difícil ir lá por conta própria ou iniciativa própria, parece mais um encontra secreto da seita dos sushizeiros, rs. Piadas a parte, foi assim que me senti ao ir ao Naga, e conto mais a seguir.

Chegamos e o restaurante ainda estava fechado, mas quando os funcionários que estão do lado de fora percebem que você vai no restaurante eles te convidam a esperar dentro.

Do lado de dentro você espera numa pequena salinha escura onde cabem no máximo 15 pessoas. Tem um bar, um barman e a hostess, não mais que isso. Uma televisão ligada no Sportv passa os resultados do dia, do futebol é claro, rs. O barman oferece uma bebida mas negamos. Não é o que o casal mais granfino do outro lado da salinha faz, pedem o cardápio e algum drink.

Como chegamos perto do horário de abertura (19h30? ou 19h?) logo a hostess nos convida antes para subir. Subimos e o restaurante é maior do que eu imaginava, tem um número considerável de mesas. O ambiente é bem escuro, intimista, perfeito para um encontra a 2. As janelas tem cortinas que são abertas a noite apenas. Vendo daquela perspectiva dá pra entender porque do lado de fora não é possível entender que é um restaurante ali em cima.

Sentamos direto no balcão, vazio e muito bonito.

Depois de 3 minutos já estava cheio. Do nosso lado, um casal de 50 e poucos anos. Por falar nisso,  público do Naga é bem único e padrão. Público adulto (50-60 anos) com muito dinheiro e…pouco conhecimento sobre comida japonesa ou sushi. Aliás, é possível fazer um paralelo bem próximo com o público dos sushibares moderninhos da cidade Geiko San e Nakka, para citar uns exemplos. Esses restaurantes, recém nascidos, possuem um publico igualzinho ao da Naga, porém 20-30 anos mais novo.  E eu digo tudo isso com conhecimento de causa.

Mas vamos ver umas fotos do que comemos? depois continuo minha dissertação sobre a experiência:

Antes de mais nada, já aviso, não foi nada barato, meu foco inicial era deixar no máximo 170-200 reais lá e saiu 50% a mais que isso =(.

Aí vocês devem se perguntar, mas por que? Você não controlou o pedido? Não… e vocês vão entender abaixo.

Nesse tipo de restaurante em geral o menu não quer dizer muita coisa, a não ser que você queira ver os combinados de salmão e atum que eles possuem. Restaurantes a la carte de alto nível possuem ingredientes bons e excelentes que sempre alternam, ou seja, se você quer comer bem, pergunte ou deixe por conta do sushiman, nós fizemos um mix.

Sentamos e pedimos 10 niguiri sushi pra cada um, os melhores do dia e que depois iríamos ver algum enrolado. Afinal o próprio Will me disse que eles tinham enrolados de vieira que pareciam promissores.

Começamos e logo nos serviram uma entradinha bem boa de polvo, logo depois começaram os sushis. Não vou negar, eles começaram beeeem devagar, sushis bem simples, de atum-akami (parte das costas e mais vermelha), robalo, buri, serra, mas nenhum peixe gordo. Depois melhorou. Um pouco.

Nos serviram uma ótima sequência de um farto camarão, uma centolla gigante (kingcrab) e uma lula mais ou menos (mal cortada). Depois nos serviram um trio muito bom: ikura, uni e spicy king crab. O spicy kingcrab realmente é uma delícia, já tinha provado no Geiko San. Porém, os gunkan sushi estavam mal montados, faltou habilidade ali pros sushimans, só ver na foto.

Enquanto isso, no meio do jantar, o chefe responsável pelo Naga, e que coordena todos sushiman ali nos ofereceu uma ostra com uni temperada, simplesmente deliciosa. Adoro quando chefes nos oferecem pratos extra que eles sabem que não são todos clientes que gostam, essa é a alma do sushibar. Ele também nos serviu ovas de tainha (karsumi).

Os sushiman continuaram nos servindo sushis, 10, 11, 12, 13, 14, 15! Finalizaram com um delicioso e fartíssimo sushi de atum com foie gras e uma gordíssima enguia (unagui, sim ela voltou a cidade).

Mas pera, você repararam algo acima? Eu tinha pedido claramente 10 sushis, mas eles foram servindo mais, mais, mais, mais. E depois veio a conta, claro, todos esses sushis E….E…a entradinha, a ostra e as ovas de tainha (karasumi). Somando mais uns 120 reais fácil pra conta. Sabe o que é isso? FALTA DE RESPEITO, mas infelizmente, eu que estava no ambiente dos ricaços, onde a conta nunca é vista, revista ou analisada com afinco, você apenas dá seu cartão e pega o carro no valet (o que eu não faço).

Os restaurante japoneses realmente possuem incongruências no serviço, alguns cobram chá-verde, outros não, alguns cobram cortesia, outros não. Na minha humilde, mas experiente opinião, não se deve cobrar cortesias, JAMAIS. Claro que não estou falando de oferecer cortesias, mas sim servir diretamente, eu ia fazer o que? Negar? Perguntar se iam me cobrar ou não? Paro por aqui, mas confesso que me tirou do sério um pouco.

E agora o veredicto final. Gourmet San, você recomendo o Naga? Sim! Recomendo, para ocasiões especiais, comemorações a 2 e claro, que você não se importe em gastar um pouco a mais. E se for sentar no balcão, atenção com as “cortesias”

Abraços

Gourmet San

 

 

 

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05 Passos para Fazer Sushi

About Gourmet San

Formou-se na Escola de Comunicações da USP mas segue carreira em uma multinacional do ramo da tecnologia. Compartilha no Gourmet San toda sua paixão pela culinária japonesa, que veio da visita de mais de 100 restaurantes diferentes, de centenas de horas de vídeos no Youtube e de muita leitura e bate papo com itamaes. Apesar de seus amigos acharem que ele só come sushi, não dispensa de forma alguma uma boa pizza ou um cheesebacon maionese.

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